Ubisoft cancela jogos e encerra Prince of Persia Remake

Ubisoft cancela jogos e aprofunda reestruturação interna após cortes em Prince of Persia Remake e projetos de Assassin’s Creed.

Escrito por
Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...

A notícia de que a Ubisoft cancelou jogos novamente caiu como uma bomba no mercado de games. A empresa francesa confirmou o encerramento de seis projetos em desenvolvimento, incluindo o problemático Prince of Persia Remake cancelado e títulos ligados à franquia Assassin’s Creed. O movimento reacende debates sobre a saúde financeira e criativa da publisher.

Para os fãs, especialmente aqueles que acompanham lançamentos no PC e no Linux via Proton e Wine, o impacto vai além da frustração. Trata-se de um sinal claro de reestruturação profunda. A chamada “limpeza de portfólio” indica que a companhia busca reduzir riscos, cortar custos e concentrar esforços em projetos considerados mais promissores.

O problema é que, ao fazer isso, a Ubisoft também assume o risco de enfraquecer franquias históricas e comprometer a confiança do público. Em meio à Crise na Ubisoft 2026, o cancelamento de projetos reforça a percepção de instabilidade interna.

O fim da jornada: O cancelamento de Prince of Persia: The Sands of Time Remake

Anunciado em 2020, Prince of Persia: The Sands of Time Remake nasceu cercado de expectativa. O clássico de 2003 ganharia gráficos atualizados e melhorias de jogabilidade. No entanto, o primeiro trailer recebeu críticas intensas devido à qualidade visual abaixo do esperado.

Inicialmente liderado por estúdios da Ubisoft na Índia, o projeto passou por uma mudança significativa quando foi transferido para a Ubisoft Montreal. A troca indicava uma tentativa de elevar o padrão técnico do remake. Mesmo assim, os atrasos se acumularam.

O que parecia ser apenas um recomeço acabou se tornando um encerramento definitivo. O Prince of Persia Remake cancelado simboliza um momento delicado da empresa, que enfrenta dificuldades para equilibrar nostalgia, inovação e qualidade técnica.

Esse cancelamento também levanta dúvidas sobre a capacidade da empresa de gerenciar projetos de médio porte. Se um remake, que teoricamente possui escopo mais controlado, não conseguiu avançar, o que esperar de produções ainda mais ambiciosas?

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Projetos secretos e a franquia Assassin’s Creed no alvo

A franquia Assassin’s Creed também sofreu baixas importantes. Entre os projetos afetados está o Assassin’s Creed mobile cancelado, conhecido internamente como AC Singularity. O mercado mobile, que já vinha sendo tratado como estratégico, agora passa por revisão dentro da companhia.

Outro ponto sensível foi o fim do suporte a projetos ligados ao codinome Rebellion, que tinha foco em experiências online e integração contínua de conteúdo. A decisão indica uma reavaliação da estratégia digital e de expansão multiplataforma.

Além disso, vieram à tona os cancelamentos de projetos internos identificados como Project Ether, Project Pathfinder e Project Crest. Embora pouco se soubesse publicamente sobre eles, relatórios internos indicavam propostas experimentais, algumas com forte ênfase em multiplayer e componentes online.

O cancelamento do Project Pathfinder, por exemplo, reforça a ideia de que a empresa está abandonando iniciativas que não demonstram potencial claro de retorno financeiro rápido. Trata-se de uma postura mais conservadora, possivelmente influenciada por resultados abaixo do esperado em lançamentos recentes.

O foco em Open World e Games as a Service

Nos últimos anos, a Ubisoft concentrou esforços em mundos abertos extensos e no modelo de Games as a Service. A lógica é simples: jogos com atualizações constantes geram receita recorrente.

Contudo, esse modelo também exige investimento contínuo, infraestrutura robusta e uma base de jogadores ativa. Quando um projeto não demonstra tração suficiente nas fases iniciais, o risco financeiro aumenta.

A atual onda de cancelamentos sugere que a empresa pretende reduzir experimentações e priorizar marcas já consolidadas. O desafio será equilibrar inovação com segurança comercial, algo que nem sempre anda lado a lado.

A luz no fim do túnel: O remake de Black Flag ainda vive?

Apesar das más notícias, nem tudo parece perdido. Rumores indicam que Assassin’s Creed IV: Black Flag Remake segue em desenvolvimento, com possível janela de lançamento para abril de 2026.

Esse projeto, se confirmado, pode representar uma aposta estratégica. Black Flag é um dos títulos mais queridos da franquia, lembrado pelo sistema naval e ambientação caribenha. Um remake bem executado poderia restaurar parte da confiança abalada.

Outro ponto importante é a reorganização interna em torno das chamadas cinco “Creative Houses”. A nova estrutura busca dar mais autonomia criativa aos estúdios, ao mesmo tempo em que centraliza decisões estratégicas.

Sob a liderança de Yves Guillemot, a Ubisoft tenta redefinir prioridades. A ideia é reduzir sobreposição de projetos e melhorar o controle de qualidade. Se essa estratégia será suficiente para conter a Crise na Ubisoft 2026, ainda é cedo para afirmar.

Para a comunidade Linux, a concentração em grandes lançamentos pode significar maior probabilidade de compatibilidade otimizada via Proton, já que títulos de alto orçamento tendem a receber mais atenção técnica.

Conclusão: O que esperar da Ubisoft em 2026

O anúncio de que a Ubisoft cancelou jogos em larga escala revela uma empresa em processo de transformação. Financeiramente, o corte de projetos reduz custos imediatos. Organizacionalmente, representa uma tentativa de simplificar operações e aumentar eficiência.

No entanto, o impacto na imagem da marca é inegável. O cancelamento de um título aguardado como Prince of Persia Remake cancelado e de iniciativas relacionadas a Assassin’s Creed mobile cancelado reforça a sensação de instabilidade.

Para 2026, o cenário aponta para menos apostas arriscadas e maior foco em franquias consolidadas. O sucesso dessa estratégia dependerá da capacidade de entregar qualidade consistente e recuperar a confiança do público.

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Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista em Android, Apple, Cibersegurança e diversos outros temas do universo tecnológico. Seu foco é trazer análises aprofundadas, notícias e guias práticos sobre segurança digital, mobilidade, sistemas operacionais e as últimas inovações que moldam o cenário da tecnologia.