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WhatsApp baniu quase meio milhão de contas durante as eleições brasileiras

As informações foram enviadas pelo aplicativo de mensagens como parte de investigações em andamento sobre a disseminação de notícias falsas.

WhatsApp baniu quase meio milhão de contas durante as eleições brasileiras

O aplicativo de mensagens WhatsApp relatou a proibição de mais de 400.000 contas que violaram os termos de serviço no Brasil durante as eleições do ano passado. As informações foram divulgadas pela empresa em um documento enviado às autoridades para apoiar uma investigação sobre a disseminação de informações erradas durante a campanha presidencial. Sendo assim, o WhatsApp baniu quase meio milhão de contas durante as eleições brasileiras.

WhatsApp baniu quase meio milhão de contas durante as eleições brasileiras

WhatsApp baniu quase meio milhão de contas durante as eleições brasileiras

Segundo a empresa, as contas foram banidas entre 15 de agosto e 28 de outubro de 2018. Ainda não se sabe quais candidatos seriam potencialmente beneficiados ou prejudicados como resultado de mensagens em massa por meio do aplicativo.

Com as eleições federais agendadas para o final de setembro na Alemanha, está se fortalecendo o uso de leis anti-botnet. Portanto, a meta é impedir a criação de contas automatizadas de mídia social que produzem desinformação.

Em comunicado aos legisladores, o WhatsApp disse que proíbe expressamente o uso de qualquer aplicativo ou robô para enviar mensagens em massa ou criar contas ou grupos de maneiras não autorizadas ou automatizadas. Como o WhatsApp é uma plataforma criptografada, nossas decisões contra atividades de mensagens automatizadas e em massa são baseadas no comportamento da conta e não no conteúdo das mensagens, explicou a empresa.

Aprimoramentos do app

A empresa também observou que “aprimorou significativamente” o aplicativo. Assim, ela espera limitar a propagação de mensagens virais, com o encaminhamento de mensagens limitado a cinco conversas por vez. Também está usando rótulos ‘encaminhados’ e ‘altamente encaminhados’ para ajudar os usuários a identificar conteúdo não pessoal.

A campanha que levou à eleição do atual presidente Jair Bolsonaro foi vinculada a um esquema difamatório pelo qual as empresas foram acusadas de contratar um serviço multimídia de milhões de dólares para atacar seu oponente.

A legislação eleitoral apenas permite o uso de listas de contatos elaboradas voluntariamente pelas próprias campanhas. O financiamento de campanhas comerciais também é proibido no país, o que consideraria ilegal toda a operação.

Quando o WhatsApp limitou o encaminhamento de mensagens, o filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, criticou a decisão do aplicativo. Ele disse que mudaria para outras plataformas, como o Telegram, para se comunicar com a base de apoiadores.

Acredita-se que a família foi aconselhada pelo ex-estrategista de campanha de Donald Trump, Steve Bannon.

Fonte: ZDNet

Escrito por Claylson Martins

Jornalista com pós graduações em Economia, Jornalismo Digital e Radiodifusão.

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