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Ataques virtuais envolvendo coronavírus cresceram 30 mil por cento

Instituições de saúde são principais vítimas, colocando em risco a vida dos pacientes.

Os dados da pandemia de coronavírus são alarmantes e crescentes. E, além do problema em si, uma outra questão ameaça as instituições de saúde e, consequentemente, a vida dos pacientes:os ataques virtuais que cresceram incríveis 30 mil por cento neste período. Os dados são da plataforma de cibersegurança da Apura S/A, empresa com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília

A Apura afirma que, em menos de dois meses, sites suspeitos com as palavras coronavírus e Covid no domínio tiveram um aumento de aproximadamente 30.000%. O relatório completo encontra-se aberto ao público no site: https://covidcyber.apura.com.br/

Segundo Sandro Suffert, CEO da Apura S/A, nem a infra-estrutura crítica de saúde escapa da ação dos criminosos.

Cada vez mais instituições de saúde; como hospitais, clínicas e laboratórios; estão sendo alvo de ataques cibernéticos. Estes ataques inclusive podem gerar mais que danos materiais e financeiros, mas potenciais danos físicos a pacientes e à própria equipe de saúde, pois podem afetar a disponibilidade dos serviços e atendimento à população. E se tratando de Covid-19 e a necessidade de atendimento rápido nos hospitais, este cenário agrava-se ainda mais”, explica, referindo-se ao caso de um Hospital da República Tcheca (um dos maiores centros para realização de testes para Covid) alvo de um ataque que causou o desligamento imediato de toda a sua rede de computadores.

Ataques virtuais envolvendo coronavírus cresceram 30 mil por cento

Ataques virtuais envolvendo coronavírus cresceram 30 mil por cento

Entre as ameaças às instituições de saúde está a invasão de sistemas: por meio de varreduras de rede ou ferramentas livremente disponíveis na internet, criminosos descobrem servidores mal configurados, rodando versões antigas de sistemas operacionais ou com alguma vulnerabilidade a ser explorada. Há ainda ataques através do envio de arquivos por e-mail, muitas vezes clonados e capazes de driblar os antivírus. Mensagens em SMS com links falsos que apontam para sites maliciosos também são utilizados.

Outro grande risco a que as organizações de saúde estão sujeitas é a quebra de confidencialidade de senhas de colaboradores, que podem ocorrer de diversas formas, como, por exemplo, quando um funcionário utiliza uma senha muito simples ou a mesma senha em vários serviços diferentes. No Brasil, foram detectados mais de 6 mil e-mails de clínicas médicas, hospitais e órgão públicos de saúde com quebra de credenciais.

“As ameaças devem servir de alerta para todas as organizações se protegerem ou aumentarem a consciência contra estes ataques, principalmente entre seus colaboradores, instruindo-os a alterarem sempre as senhas, não clicarem em nenhum link, desconfiar de e-mails que solicitem informações pessoais e não abrir anexos suspeitos”, afirma Suffert.

A Apura informa ainda que as informações dos ataques contidas em seu relatório foram geradas através de fontes abertas.

Outros tipos de ataques

Ataques virtuais envolvendo coronavírus cresceram 30 mil por cento

Os criminosos também tentam burlar o recebimento do auxílio emergencial pago pela Caixa de R$ 600,00. Naq verdade, eles miram os usuários desse serviço, criando sites falsos da Caixa Econômica ou app falso do cadastramento para o auxílio.

Outros aplicativos e sites de vendas de lojas famosas como a Americanas, apps falsos na Play Store, além de jogadores on-line são outras vítimas em potencial dos cibercriminosos. O relatório completo pode ser acessado no link a seguir:

Relatório de crimes cibernéticos