KVM (Kernel-based Virtual Machine) é um ambiente de virtualização nativo Linux. Nele você pode criar e gerenciar máquinas virtuais em modo texto e gráfico de forma simples e prática. Confira na dica de hoje como instalar o KVM no Fedora, Ubuntu, Debian, CentOS.

Instalação do KVM no Fedora, Ubuntu, Debian, CentOS e seus derivados

Vejo em muitos grupos de discussão que participo várias pessoas procurando informações de como instalar, configurar e utilizar o KVM. Tentando sanar essa lacuna vou produzir e disponibilizar aqui no Sempre Update uma coleção de tutoriais neste tema.

Como o tema é muito extenso, irei dividir em vários tutoriais a serem lançados no mês de março. Dessa forma poderemos focar em um tema por semana e assim podemos sanar as dúvidas que possam aparecer durante o caminho.

O que seria exatamente o KVM? Segundo o site do projeto:

O KVM (para máquina virtual baseada no Kernel) é uma solução de virtualização completa para Linux no hardware x86 que contém extensões de virtualização (Intel VT ou AMD-V). Ele consiste em um módulo de kernel carregável, kvm.ko, que fornece a infraestrutura de virtualização central e um módulo específico do processador, kvm-intel.ko ou kvm-amd.ko. Usando o KVM, pode-se executar várias máquinas virtuais executando imagens Linux ou Windows não modificadas. Cada máquina virtual possui hardware privado virtualizado: uma placa de rede, disco, adaptador gráfico, etc.

Neste primeiro artigo explicarei somente como realizar a instalação do KVM no Fedora, Ubuntu, Debian, CentOS e seus derivados. Não explicarei ainda como realizar as configurações no gerenciador e nem como criar as máquinas virtuais. Assim não perdemos o foco do primeiro artigo.

Todos os comandos de instalação serão executados no terminal do Linux. Será necessário a senha de Root do sistema. Se preferir pode procurar os pacotes via instaladores gráficos, mas nestes eu não poderei dar suporte.
Aconselho fortemente, antes de executar qualquer um dos comandos a seguir, que realize uma atualização em sua distribuição para evitar problemas de bibliotecas obsoletas ou de versões incompatíveis.

 

Para realizar a instalação do KVM no Fedora, Ubuntu, Debian, CentOS e seus derivados vamos seguir os passos a seguir:

Instalação no Fedora (e distros RPM):

A instalação no Fedora é bem simples. Vamos instalar o módulo do KVM bem como os módulos do gerenciador de máquinas virtuais. Para tal executamos os comandos a seguir:

Instalar o KVM execute no terminal:

sudo dnf install qemu-kvm

Instalar o gerenciador de máquinas virtuais e as bibliotecas necessárias:

sudo dnf install virt-manager libvirt

Ao final da instalação é aconselhável reiniciar o PC para que todos os módulos e bibliotecas sejam carregados no boot.

Pronto, já temos o KVM e o gerenciador de máquinas virtuais Virt-Manager instalados.

 

Instalação no Ubuntu, Debian (e derivados):

A instalação no Ubuntu (Server ou não) e seus derivados é tão simples quanto possivel:

Instalar o KVM execute no terminal:

sudo apt-get install qemu-kvm

Instalar o gerenciador de máquinas virtuais e as bibliotecas necessárias:

sudo apt-get install virt-manager libvirt libvirt-python python-virtinst

Você pode ter um erro parecido com este ao iniciar o gerenciador de maquinas virtuais:

Como instalar o KVM no Fedora, Ubuntu, Debian, CentOS

Não esqueça que é interessante reiniciar o PC antes do uso. Assim os módulos de kernel são carregados e as bibliotecas estarão disponíveis.

Agora já temos o KVM e o gerenciador de máquinas virtuais Virt-Manager instalados.

Instalação no CentOS:

A instalação no CentOS é a mais simples de todas a meu ponto de vista. Provavelmente alguns dos pacotes necessários a execução do KVM já estejam instalados, dependendo de qual tipo de instalação foi escolhida durante a instalação do OS.

Como nas outras distribuições, vamos até o terminal e executamos:

sudo yum install qemu-kvm

Nesse ponto, é provável que o CentOS te avise que o pacote já está instalado, caso não, apenas aguarde a instalação.

Instalar o gerenciador de máquinas virtuais e as bibliotecas necessárias:

sudo yum install virt-manager libvirt

Se na hora da instalação do KVM o CentOS tiver lhe informado que o pacote já estava instalado no sistema, não será necessário reiniciar o sistema. Caso contrário aconselho a reinstalação.

Conclusão:

Durante as instalações pudemos ver que os processos entre as distribuições são muito semelhantes e simples. Mesmo assim espero poder ter ajudado neste processo.

Nas próximas semanas trataremos os temas:

Espero que tenham gostado desse breve tutorial onde mostramos como instalar o KVM no Fedora, Ubuntu, Debian, CentOS. Não deixem de seguir o SempreUpdate no Twitter. Caso deseje pode também nos encontrar no Telegram.

Não esqueça de deixar seu comentário e de compartilhar o link do tutorial com os amigos. Um abraço.

fredney
Analista de Sistemas por formação e amante de tecnologia de coração. Usuário de sistemas Linux desde 1998, entusiasta pela liberdade de escolha e pela disseminação de conteúdo. Ciclista amador nas horas vagas e engenheiro (fazer engenhocas) quando necessário.

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