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Erros comuns cometidos por iniciantes no mundo GNU/Linux

Estes erros vão causar problemas no sistema e até mesmo pessoais, veja os motivos

Todo mundo que hoje utiliza um sistema, seja o GNU/Linux, Windows e Mac teve que começar do zero, no entanto alguns erros podem ser evitados afim de que seja extraído o máximo de benefícios do GNU/Linux e das comunidades.

Os erros são mistos e podem afetar o sistema e até a relação com a comunidade da distribuição, sendo este último uma das razões mais fortes que fazem o usuário trocar de sistema ou desistir de usar o GNU/Linux definitivamente.

A maioria das pessoas que começam a usar qualquer distribuição GNU/Linux entram no mundo Linux a partir da apresentação de algum sistema por amigos e até familiares, outros querem algo novo, mas a maioria se encanta pelo visual e algumas personalizações que ainda não são tão fáceis de realizar no Windows ou Mac.

Até aí o usuário não tem conhecimento sobre segurança, vírus, otimizações, Linux Kernel e todo o resto filosófico que rende uma boa discussão saudável ao longo dos anos, quer dizer, nem sempre é saudável.

Falta de pesquisa

Tendo como base o sistema popular Windows, muitos usuários sentem um pouco de preguiça em pesquisar, o medo pelo desconhecido e a resistência dos veteranos em responder perguntas simples, podem fazer qualquer um desistir neste começo.

No entanto, observamos que com o passar dos anos e a chegada de dispositivos que permitem pesquisas na palma da mão, as culturas tem mudado, usuários iniciantes até 18 anos nos dias atuais possuem uma maior facilidade em realizar buscar e não se contentar com respostas básicas sem tantas explicações, o que é um bom sinal para o futuro do GNU/Linux.

Mas, e aqueles mais velhos que ainda se enrolam com o sistema? Estes são em alguns casos ignorados, perguntas que hoje consideramos bobas ou fáceis demais ficam sem respostas em fóruns, grupos no Telegram, IRC e muitos outros canais que o usuário pode contatar outros usuários para obter ajuda.

Mesmo assim, abrindo o canal fácil para que todos que queiram entrem em contato, há uma seletiva na hora de ajudar quem esta precisando. Há resposta até com o link do Google, ou seja, “não vamos responder a sua dúvida porque é fácil demais, busque no Google que você terá respostas”.

O pior de tudo isso é que a partir deste momento, este usuário que obteve uma negativa naquele suporte simples, vai criar um cultura de fazer o mesmo. E a partir daí a coisa vai ficando pior, outros, certamente 30% acabam criando seus próprios grupos e até distribuições pessoais, para tentar livrar os futuros usuários iniciantes a passarem por tais situações que ainda não muito comuns.

É sabido que pesquisa enriquece, sim, ela trás conhecimento e se isso torna-se uma rotina, muitos problemas podem ser resolvidos apenas pesquisando, além do problema, o usuário poderá evitar problemas com usuários que se dizem avançados e que não estão dispostos a ajudar.

Você pode pensar que “ninguém é obrigado”, realmente não é, mas é fato que se não quer ajudar o usuário é melhor não responder com o link do Google, apenas não responda e certamente alguém que “queira” vai ajudar aquele indivíduo com as suas dúvidas. A não ser que o grupo tenha como objetivo de fechar ou acabar com a distribuição GNU/Linux ou software.

 

Softwares extras

Um dos assuntos que mais pregam uma peça nos usuários é a instalação de aplicativos, em especial quando estes estão fora dos repositórios oficiais, o mais comum é ver usuários do Ubuntu e derivados, reportando erro em PPA’s, que adicionaram as PPA’s em seus repositórios, mas não funcionou, o software não foi localizado.

De início é importante dizer que PPA não é repositório oficiais, são repositórios pessoais que as pessoas costumam criar para disponibilizar pacotes pronto .deb para que seja possível instalar facilmente em distribuições baseadas no Ubuntu, as quais são compatíveis. Claro, alguns usuários do Debian, dizem ter sucesso com PPA, mas não algo planejado oficialmente para o Debian, mesmo ele sendo pai do Ubuntu.

Quando um aplicativo não é encontrado na PPA, duas coisas podem ter ocorrido. A primeira é mais comum é o software não esta disponível para a versão que você está usando, pois é, quando o mantenedor da PPA vai enviar os pacotes, ele precisa especificar qual a versão do Ubuntu ele se destina e é compatível, e muitas vezes, os usuários de versões mais recentes, podem não desfrutar de uma vasta gama de aplicações, mas isso é uma questão de tempo.

Para saber se o software esta disponível, selecione o link da PPA e cole no famoso Google, você verá entre os primeiros resultados, o dia do launchpad seguido pelo link ou nome da PPA que você buscou. A outra razão é o desenvolvedor ter removido o pacote da PPA, isso também pode ser feito a qualquer momento e sem nenhuma comunicação aos usuários, mesmo que você tenha instalado a PPA no ano passado, não há garantia nenhuma que ela vai continuar em funcionamento neste ano ou ano que vem.

A distribuição do “O Cara” é a melhor!

O cara todo especial usa a distribuição XYZ, mas ele tem um computador com 8GB de RAM, processador Core i7, placas offboard com processamento e memória própria e o melhor SSD do mercado. Agora é que são eles, será que essa mega distribuição vai se comportar perfeitamente em seu computador de 2010? Não, não vai.

É neste momento, por não conseguir usar a distribuição do “O Cara” que muitos usuários começam a perder o interesse e até voltar a usar apenas o Windows em sua máquina. Todos temos a quem admirar entre as mais variadas comunidades, mas isso não quer dizer que tudo  o que essa pessoa usa vai funcionar ou no atender adequadamente como acontece com essa pessoa.

Escolher seu próprio sistema com base em seus testes particulares é a melhor opção. E não tente fazer isso usando máquina virtual, o resultado nunca é o mesmo. De forma particular, recomendo escolher uma distribuição baseada no seu computador somando as suas necessidades, busque por requisitos de hardware, tempo de suporte, depois tente interagir com a comunidade para saber se o acesso a ajuda é fácil, considere o último item o menor peso, existem sites e blogs como o SempreUPdate que possui grupo no Telegram, e lá há a possibilidade de obter ajuda para muitas distribuições e até softwares, hoje somos mais de 1000 e para nos achar bastar procurar por @sitesempreupdate ou clicar no convite que esta localizado no menu superior.

Escolha o sistema com base no que você considera importante, mas se mesmo assim você quer usar o sistema do “O Cara”, siga em frente, certamente isso deve ser importante para você e não somos nós que vamos escolher ou classificar o que é ou não certo, no entanto, reforçamos que a descoberta pessoal seguido pelas razões podem trazer um resultado melhor.

Atualizações

Quem não gosta de ter as últimas novidades em sua distribuição? Algumas pessoas não. Quando falamos em novidades, mesclamos com versionamento de aplicativos, pois é, algumas pessoas se sentem bem em ter as últimas versões de software instaladas em seu GNU/Linux, e em alguns casos, ter essa versões tão recentes pode trazer com elas problemas recente e que ainda não foram resolvidos.

Temos um segmento de distribuições chamadas de rolling release, ou seja, você sempre terá as últimas versões de tudo o que for lançado recentemente, uma das distribuições que são ovacionadas no Brasil é o Arch Linux, seguido por suas derivações. Mas, será que você vai ter problemas com esses pacotes? Talvez não.

Partindo do princípio que nem tudo é perfeito, usei o termos “talvez”, no entanto, usei por muitos anos o Arch Linux e não tive problemas com nenhuma atualização. Mas, há um problema, muitas pessoas querem fazer isso em suas distribuições tradicionais, querem “transformar a sua distribuição GNU/Linux” em rolling release, mas não é o foco do projeto.

Todas as distribuições possuem seus repositórios experimentais, como o nome sugere é aonde tudo é testado para depois seguirem aos repositórios considerados estáveis. Mas o que acontece se eu transformar minha distribuição LTS em uma rolling release? Pode acontecer tudo ou nada, é bem incerto, mas é fato que a qualquer momento você pode quebrar o sistema.

As distribuições GNU/Linux, possuem inúmeras bibliotecas, pacotes e muitos outros itens que vão fazer com que o sistema tenha uma estabilidade e usabilidade, cada um testado em suas versões próprias. Mas é aonde mora o perigo, digamos que você usa uma versão LTS da distribuição XYZ, e você queira ter o Firefox na versão 2057 que ainda vai ser lançada em breve, mas você tem o pacote e esta prestes a instalar, inclusive tem as dependências instaladas e você esta prestes a executar um comando para instalar, pois é certamente você pode instalar uma dependência onde a versão mais recente não é compatível com outras aplicações, e aí começa um verdadeiro congelamento ou quebra de sistema.

A partir daí a culpa é atrelada ao sistema, a equipe que desenvolve e jamais ao usuário que fez o que não deveria. Claro, sabemos que existem erros reais do sistema que são corrigidos, neste caso é sempre importante ajudar as distribuições testando as versões em desenvolvimento e reportando aos desenvolvedores os erros que encontrar.

E não tente usar uma versão em desenvolvimento como o seu desktop padrão em produção, você pode encontrar muitos erros e claro, muito stress.

Voluntariado

Em todos os grupos que você for pedir ajudar, existem membros da distribuição oficial que são voluntários, ou seja, não recebem nenhum dinheiro para prestar ajuda aos usuários, fazem isso quando sobra tempo no seu dia corrida de trabalho, o que é uma ação que merece ser reconhecida e valorizada.

Não tente impor deixa de usar a distribuição porque alguém não ajudou na rapidez que gostaria, as pessoas ajudam quando podem, por isso a grande importância da pesquisa, ela é ideal para quem quer resultado rápidos sem ter que esperar pela disponibilidade de alguém.

Ser agressivo e hostil com o grupo ou com o voluntário não é um bom negócio. Receber ajuda das pessoas certas e que vão auxiliar de verdade até a solução do problema é a melhor coisa que existe, e para isso é preciso paciência, em especial quando ainda há um dependência de alguém e limitações na hora da busca em torno da solução do problema.

Por outro lado, se você é um voluntário, você realmente não é obrigado a ajudar, então só comece a ajuda alguém caso realmente tenha tempo, disposição de ir até a solução da questão, se não sabe resolver diga, não é humilhante dizer que não sabe, no entanto, enrolar o usuário com soluções genéricas pode fazer você perder crédito em sua comunidade e dos membros, então se não pode ajudar, não ajude e se não tem tempo o melhor mesmo é perdi um afastamento e voltar quando puder, pois o projeto esta contando com você.

Conclusão

Ter uma boa relação não só com as pessoas, mas também com o sistema é a melhor maneira de você obter conhecimento, e até trabalhar com isso, afinal de contas, nem todo mundo quer trabalhar na área de TI, mas é sempre bom dominar a máquina, antes que o contrário aconteça.

Se informe, pesquisar, faça amigos e certamente vamos atrair mais usuários para o nosso sistema tão querido, e se tiver um conhecimento extra e tempo sobrando, acho que seria interessante ingressar em algum grupo como membro oficial. E se preferir, compartilhe suas ideias crie ou faça parte de um blog ou site.

Você já faz parte de algum grupo ? Deixe nos comentários a sua dica também, muita gente precisa saber como não cometer tanto erros!
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