in

Fundador da Canonical e Ubuntu diz que sente falta do Unity

Mark Shuttleworth diz que está feliz com o GNOME, mas sente falta de trabalhar no Unity.

Prestes a lançar a versão final do Ubuntu 18.04 LTS até o final deste mês, Mark Shuttleworth concedeu entrevista na OpenStack Summit falando sobre os problemas enfrentados na nova fase com o GNOME. O encontro foi realizado em novembro passado mas somente agora a entrevista foi publicada. Leia os principais pontos da entrevista em que o fundador da Canonical e Ubuntu diz que sente falta do Unity.

Gratidão à comunidade Gnome

Shuttleworth diz que é muito grato à comunidade GNOME pelo trabalho realizado com o GNOME Shell , e também parabeniza a relação atual entre o GNOME e o Ubuntu. Em suas declarações, não há sinais de reprovação. Assim, ele prevê um desktop para o Ubuntu 18.04 “limpo e confiável”. Ele também elogiou outros ambientes como o KDE e o MATE.

Shuttleworth sente falta do trabalho com Unity, principalmente da convergência.

Para ele, o Unity era um projeto inovador e ambicioso que ele lamenta não poder realizar. Assim, ele se diz contente que haja comunidades e pessoas na Canonical que se dedicam em mantê-lo para quem gosta da experiência. Não está claro neste momento se refere ao clássico Unity 7 ou o convergente Unity 8. Porém, em ambos os casos, existem projetos em andamento. Assim, a equipe responsável pela primeira já desenvolve o Ubuntu Unity como sabor oficial, o Ubuntu Unity Remix Official Flavor. Então, se bem aceito, esta versão será adicionada após lançamento da próxima versão LTS.

No entanto, Shuttleworth, que disse que ” Ubuntu vai ser muito importante no ambiente de trabalho. Ele reconhece que as prioridades mudaram e agora que Ubuntu é sustentável. Ele revelou, ainda, que a Canonical está se preparando para lançar ações na Bolsa de Valores. Ele afirma que toda a sua atenção como CEO está voltada ao ambiente de negócios. O empresário diz que vai focar  em projetos na nuvem – e Internet das coisas. Segundo ele, estas são as áreas de negócio em que a empresa se mantém financeiramente  e cresce. ” Não vou gastar muito tempo lembrando projetos que não consegui realizar “, diz ele.

Abaixo você pode ver um trecho da entrevista em vídeo.