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Google bane jogo sobre os protestos de Hong Kong

Empresas não querem mesmo ofender o governo comunista chinês.

Google bane jogo sobre os protestos de Hong Kong
Google bane jogo sobre os protestos de Hong Kong. Foto: Reprodução / The Next Web.

O envolvimento das empresas de tecnologia, como o Google, com os protestos de Hong Kong fica cada vez mais enroscado. Agora, a empresa proibiu um jogo sobre os protestos, juntando-se à Apple e à Blizzard na supressão de qualquer coisa que possa ofender o governo chinês.

Google bane jogo sobre os protestos de Hong Kong

O jogo se chama The Revolution of Our Times e, aparentemente, era um jogo que documentava a vida de um morador de Hong Kong à medida que ele se envolve mais nos eventos que antecederam os protestos atuais. Também possuía microtransações de US$ 0,99 e US$ 1,99. De acordo com o Wall Street Journal, ele foi removido por violar as regras do Google sobre jogos relacionados a eventos atuais.

O Google se une a empresas como a Apple, que removeu o HKMaps.live, um mapa usado por manifestantes para monitorar movimentos da polícia. Além disso, a Apple também removeu o aplicativo Quartz na China devido à cobertura do site dos protestos de Hong Kong. Há também a Blizzard, atualmente o ponto focal dos jogadores depois que proibiu um profissional de esports de Hearthstone de jogar por expressar seu apoio aos protestos.

Google bane jogo sobre os protestos de Hong Kong
A Apple removeu o HKMaps.live, um mapa usado por manifestantes para monitorar movimentos da polícia. Crédito: Apple.

Mais detalhes sobre a remoção

Para ser justo, a regra que o jogo estava violando aparentemente adverte os desenvolvedores contra a capitalização de eventos sensíveis, como tentar ganhar dinheiro com conflitos sérios ou tragédias contínuas por meio de um jogo; falta de sensibilidade em relação à morte de uma pessoa ou grupo de pessoas reais; e aparentar lucrar com um evento trágico sem nenhum benefício perceptível para as vítimas.

Embora isso pareça razoável, a parte sobre “benefício para as vítimas” pode criar uma distinção importante. De acordo com a Hong Kong Free Press, o desenvolvedor, conhecido apenas como Spinner of Yarns, prometeu que 80% dos ganhos com o jogo serão destinados ao Spark Fund, que ajuda a cobrir a ajuda legal aos manifestantes. Supondo que isso seja verdade, parece que essa regra se enquadra na exceção “benefício para as vítimas”, não é?

Assim, as microtransações parecem ser o problema. Dessa maneira, seria interessante ver o que acontece se o jogo reaparecer.

Neste artigo, você leu sobre o Google banir um jogo sobre os protestos de Hong Kong.

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Fonte: The Next Web

Leia também: Manifestantes em Hong Kong usam aplicativos de mensagem offline

Escrito por Leonardo Santana

Astrônomo amador e eletrotécnico. Apaixonado por TI desde o século passado.

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