HyperOS 4: veja quais celulares Xiaomi e REDMI atualizam primeiro

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Jardeson Márcio
Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista...
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Saiba quais dispositivos Xiaomi e REDMI vão receber a atualização estável do HyperOS 4 primeiro.

O HyperOS 4 está entrando em uma fase decisiva de testes, e a Xiaomi já divulgou quais celulares e tablets estão recebendo as primeiras versões de avaliação baseadas no Android 17. O cronograma mostra uma estratégia escalonada, começando pelos modelos mais recentes das famílias Xiaomi 17 e REDMI K90 e avançando posteriormente para outros aparelhos.

É importante fazer uma distinção: o cronograma oficialmente divulgado pela Xiaomi até o momento é de versões Beta, não uma confirmação de que todos esses aparelhos receberão a ROM estável exatamente nas mesmas datas. A empresa informa que modelos e prazos podem sofrer ajustes conforme os testes avançam.

Mesmo assim, a ordem das ondas oferece uma indicação importante sobre quais dispositivos estão sendo priorizados no desenvolvimento do HyperOS 4 Xiaomi. A nova geração também combina mudanças visuais, recursos de inteligência artificial e a base tecnológica do Android 17, tornando esta uma das atualizações mais relevantes do ecossistema recente da fabricante.

HyperOS 4: quais dispositivos estão na primeira onda?

A primeira onda do programa Beta chinês começou em 14 de agosto de 2026. Ela concentra principalmente os aparelhos mais recentes e de maior desempenho da Xiaomi e da REDMI.

Entre os smartphones estão:

  • Xiaomi 17
  • Xiaomi 17 Pro
  • Xiaomi 17 Pro Max
  • Xiaomi 17 Ultra
  • Xiaomi 17 Ultra Leica Edition
  • REDMI K90
  • REDMI K90 Pro Max
  • REDMI K90 Pro Max Champion Edition

Nos tablets, a primeira etapa inclui o Xiaomi Pad 8 e o Xiaomi Pad 8 Pro.

A escolha desses equipamentos faz sentido dentro da estratégia de testes da Xiaomi. São modelos recentes, com hardware capaz de executar os recursos mais exigentes da nova interface e, consequentemente, servem como uma base para validar o sistema antes da expansão para aparelhos adicionais.

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Linha Xiaomi 17 e a exceção do 17 Max

A família Xiaomi 17 ocupa posição central no cronograma. O Xiaomi 17, 17 Pro, 17 Pro Max e 17 Ultra foram colocados na primeira onda, enquanto o Xiaomi 17 Max apareceu posteriormente.

O 17 Max entrou na segunda onda, iniciada em 27 de agosto, junto de modelos como Xiaomi 17T, 17T Pro, Xiaomi 15, Xiaomi 15 Pro e Xiaomi 15 Ultra.

Essa diferença não significa necessariamente que o 17 Max terá uma versão final pior ou mais tardia. O programa Beta possui recrutamento e distribuição separados por modelo, e a Xiaomi pode alterar a ordem conforme disponibilidade, estabilidade e resultados dos testes.

Outro ponto relevante é que a própria Xiaomi mantém um programa separado de Android 17 Developer Preview para alguns aparelhos, incluindo Xiaomi 17 e Xiaomi 17 Ultra. Isso demonstra que determinados modelos estão sendo utilizados em diferentes níveis de preparação para a nova geração do Android.

REDMI K90 e K100 Pro entram na linha de frente

A família REDMI K90 também aparece logo no início. O K90 e o K90 Pro Max estão na primeira onda, enquanto outras variantes, como K90 Max e K90 Ultra, aparecem na segunda etapa.

Já o REDMI K100 Pro e o REDMI K100 Pro Max foram incluídos na terceira onda, com distribuição iniciada em 17 de setembro de 2026. Essa etapa também contempla o K80, K80 Pro, K80 Ultra e o Xiaomi MIX Flip 2.

Portanto, embora os K100 Pro estejam entre os aparelhos citados como candidatos importantes para o HyperOS 4, eles não fazem parte da primeira rodada de testes. A participação na terceira onda indica uma etapa posterior de validação do sistema.

Tablets também entram no programa do HyperOS 4

A Xiaomi não está restringindo os testes aos smartphones. Os tablets também fazem parte do planejamento inicial, algo particularmente importante porque o Android 17 traz mudanças voltadas a telas grandes e experiências adaptáveis.

O Xiaomi Pad 8 e o Pad 8 Pro foram incluídos na primeira onda do Beta chinês. Mais tarde, o Xiaomi Pad 7 Ultra e o Pad 7S Pro 12.5 passaram para a terceira etapa.

Essa integração é relevante porque o Android 17 amplia as exigências de adaptação para dispositivos de tela grande. Entre as mudanças documentadas pelo Google estão alterações relacionadas a redimensionamento, orientação e proporção de aplicativos em telas grandes.

Diferenças entre China, Global e EEA

Um dos principais cuidados para quem acompanha vazamentos de atualização é não confundir Beta chinês, Beta Global, ROM EEA e versão estável.

O cronograma divulgado pela Xiaomi para as três ondas de agosto e setembro corresponde ao programa Beta da China. Já o desenvolvimento das versões internacionais segue uma trajetória própria. Informações recentes apontam que os testes para versões Global e Europeia (EEA) começaram a ser recrutados em setembro, inicialmente envolvendo modelos como Xiaomi 17 e Xiaomi 17 Ultra.

Por isso, datas que circulam na internet, incluindo previsões específicas como 15 de outubro, não devem ser tratadas como confirmação de lançamento estável mundial sem um anúncio oficial correspondente.

A própria Xiaomi ressalta que os modelos e datas do programa Beta podem ser ajustados de acordo com o andamento dos testes.

HyperOS 4 com Android 17 traz mudanças importantes

A nova geração do sistema combina a personalização própria da Xiaomi com a base do Android 17. Isso significa que nem todas as novidades serão exclusivas do HyperOS 4, já que parte das mudanças vem diretamente da plataforma do Google.

No Android 17, por exemplo, há aprimoramentos de privacidade, segurança, conectividade, gerenciamento de memória e adaptação para telas grandes. O sistema também introduz recursos como novas APIs de contatos, melhorias de Bluetooth, proteção adicional para códigos OTP e controles mais rigorosos sobre acesso à rede local.

Para usuários comuns, entretanto, a camada visual e os recursos próprios da Xiaomi provavelmente serão mais perceptíveis.

Visual Soft Light Glass

Entre os elementos associados ao HyperOS 4 está o chamado Soft Light Glass, uma linguagem visual que utiliza transparências, iluminação dinâmica e efeitos gráficos para criar uma interface com aparência mais profunda e fluida.

A implementação não deve necessariamente ser idêntica em todos os dispositivos. O efeito depende de requisitos de hardware e da capacidade de processamento gráfico, segundo informações divulgadas sobre a implementação.

Na prática, isso pode resultar em animações mais elaboradas, transições renovadas e componentes visuais com maior sensação de profundidade.

Inteligência artificial ganha espaço

A IA também ocupa uma posição importante no novo sistema. A página oficial do HyperOS 4 destaca recursos como resumos automáticos de gravações, organização inteligente de notas, tradução, auxílio em chamadas e recursos de escrita com IA.

Entre os exemplos estão ferramentas capazes de reconhecer reuniões, extrair pontos principais e gerar estruturas de resumo. O aplicativo de notas também recebe funções para organização inteligente, conversação com IA e modelos de resumo.

A Xiaomi ainda amplia a integração entre aparelhos. O novo sistema destaca recursos para gerenciamento de dispositivos conectados, enquanto determinadas funções permitem maior continuidade entre produtos do ecossistema.

O que esperar do lançamento do HyperOS 4

O cenário atual indica que a Xiaomi está avançando gradualmente no desenvolvimento do HyperOS 4, mas ainda é cedo para transformar o cronograma Beta em uma tabela definitiva de lançamento estável.

A sequência divulgada pela fabricante começa com Xiaomi 17, Xiaomi 17 Pro, Xiaomi 17 Pro Max, Xiaomi 17 Ultra, REDMI K90, K90 Pro Max, Xiaomi Pad 8 e Pad 8 Pro. Depois, a segunda onda amplia a lista, enquanto a terceira adiciona aparelhos como REDMI K100 Pro, K100 Pro Max e Xiaomi Pad 7 Ultra.

Para quem utiliza uma ROM Global ou EEA, a situação exige ainda mais atenção. A disponibilidade pode ocorrer em outra data, e a distribuição tende a ser gradual por modelo, região e variante de firmware.

Em outras palavras, estar incluído no programa Beta é um forte sinal de desenvolvimento ativo, mas não equivale a uma confirmação de data para a versão estável.

A expectativa agora é que a Xiaomi utilize as próximas rodadas de testes para corrigir problemas, ajustar desempenho e finalizar a experiência antes de ampliar a distribuição. Para o usuário final, o principal ganho pode estar justamente na combinação entre Android 17, novo design, inteligência artificial e integração entre dispositivos.

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Jardeson Márcio é Jornalista e Mestre em Tecnologia Agroalimentar pela Universidade Federal da Paraíba. Com 8 anos de experiência escrevendo no SempreUpdate, Jardeson é um especialista em Android, Apple, Cibersegurança e diversos outros temas do universo tecnológico. Seu foco é trazer análises aprofundadas, notícias e guias práticos sobre segurança digital, mobilidade, sistemas operacionais e as últimas inovações que moldam o cenário da tecnologia.