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Mark Shuttleworth conta as razões que o fizeram descontinuar o Unity!

Mark surpreende à todos ao revelar os reais motivos do fim do Unity!

Como todo mundo sabe, o Unity não é mais o ambiente de Desktop padrão do Ubuntu, e no último lançamento mais recente, o do Ubuntu 17.10 isso ficou claro. Os planos em torno do Unity realmente é descontinuar, no entanto, uma boa parte da Comunidade Ubuntu ainda tenta manter o Unity 7 de pé, seja fazendo correções e algumas implementações simples, como também os forks, que são os ambientes que tem o Unity como base, um deles é o Yunit.

Quando começou os planos da Convergência do Ubuntu?

Os planos de convergência do Ubuntu surgiram em 2010, especificamente em outubro. A ideia era ter o Ubuntu em tudo o que for dispositivos, que vão dos tradicionais computadores até geladeiras ou uma cozinha inteira. O responsável por tudo isso seria o Unity, e muita grana foi investida pela Canonical, a empresa que mantém o Ubuntu.

Mas, após 7 anos, com direito à ajustes na equipe, troca de CEO, mudanças internas, o Unity não colou, o mercado que a Canonical queria atingir não respondeu as inovações que a empresa propunha.

O que o Mark disse sobre os planos comerciais da Canonical envolvendo o Unity?

Em uma entrevista realizada este mês ao site eweek, Mark disse que algumas coisas que a Canonical vinha fazendo tornaram-se comercialmente insustentáveis e certamente não iria aparecer compradores das ideias nem tão cedo.

Ele disse o seguinte:

Enquanto permanecermos uma empresa puramente privada, temos todo o poder discricionário quanto ao fato de transportarmos coisas que não são comercialmente sustentáveis.

Mark, decidiu que quer que a Canonical seja uma empresa pública, e assim entrar no mercado de ações, com isso, a empresa ganha mais força financeira, os lucros aumentam. Mas, ao mesmo tempo, a Canonical teria que ter boas ideias inovadoras e que chamassem à atenção destes investidores, e infelizmente não foi isso que aconteceu.

Em relação ao Ubuntu ele disse o conseguinte:

Uma das coisas com as quais tenho mais orgulho nos últimos sete anos é que o próprio Ubuntu tornou-se completamente sustentável. Eu poderia ser atingido por um ônibus amanhã e o Ubuntu continuaria.

Hoje a Canonical vem explorando a área de infra-estrutura em nuvem, muitos estudos vem sendo realizados para melhorar ainda mais a forma como toda essa infra é montada, e também testar e aplicar as melhores práticas. A Canonical ainda continua com o desejo de atingir o mundo IoT, ou como é conhecido popularmente, a Internet das Coisas.

Durante a entrevista ele garante que as coisas vão mudar para melhor, mesmo sem o Unity, e que a descontinuação do Unity faz parte do processo de ajustes financeiros. Com isso, a Canonical mostra que sabe cortar gastos e que sabe evitar gargalos, não agindo por impulso como algumas pessoas acreditam que seja, tudo é de fato planejado na ponta do lápis, e infelizmente o Unity não trouxe lucros.

E ele continua dizendo:

Em algum momento depois disso, vamos ter uma rodada de investimentos que será de crescimento, e que terá como objetivo ajudar-nos a tornar-nos uma empresa pública no devido tempo.

Durante a entrevista, Mark de emociona ao falar do Unity, ele notou somente neste ano que fez alguns cálculos errados, tanto nos valores gastos com o ambiente quanto no tempo que passou e a indústria não reagiu da forma esperada pela Canonical, e ele deixa claro que não se arrependeu de ter criado o Unity no começo.

E finalizando ele encerra dizendo:

Muitas pessoas vão reclamar sobre as opções que elas têm, outras não, e outros criam opções. É preciso um pouco de espinha e, como se mostra, muito dinheiro para ir e tentar criar essas opções.

Nisso o Mark acertou, as pessoas são criativas e acabam se alinhando à outros grandes projetos, podemo citar o GNOME, KDE, MATE, Cinnamon e agora o popular Deepin, e com o passar do tempo, outros ambientes vão surgindo afim atender necessidades. Em breve, você deve encontrar as ações da Canonical à venda e pode se tornar um investidor.

Quer assistir a entrevista completa? Então assista ao vídeo completo da entrevista dada ao jornalista Sean Michael Kerner:

 

 

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