OpenAI lança GPT-6 Astra com controle autônomo do PC e nível crítico em cibersegurança

Escrito por
Emanuel Negromonte
Emanuel Negromonte é Jornalista, Mestre em Tecnologia da Informação e atualmente cursa a segunda graduação em Engenharia de Software. Com 14 anos de experiência escrevendo sobre...

IA agora opera seu computador!

A OpenAI anunciou nesta sexta-feira (18) o lançamento do GPT-6 Astra, sua nova geração de inteligência artificial. O modelo foca em realizar tarefas complexas operando diretamente o computador do usuário, escrevendo códigos de software avançados e atuando ativamente em cibersegurança. Segundo a empresa, a novidade já saturou testes de avaliação rigorosos, alcançando 99,9% no ARC-AGI-3 e 100% no ExploitBench.

O GPT-6 Astra começa a ser liberado hoje para um grupo restrito de organizações. Nos próximos dias, a disponibilidade será expandida para assinantes dos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise, além de chegar à API da OpenAI e a plataformas de nuvem parceiras, como Microsoft Azure e AWS Bedrock.

O que o controle do PC significa na prática

Para os usuários, a principal diferença prática do Astra é a transição de um simples gerador de texto para um agente de execução. Na prática, o modelo consegue manipular a interface do sistema operacional para preencher formulários web, atualizar registros em bancos de dados, gerenciar calendários ou operar softwares de design e engenharia.

A empresa demonstrou o modelo utilizando ferramentas como o KiCad para projetar uma placa de circuito impresso (PCB) e o Unreal Engine 5 para transformar a planta de uma casa feita no Blender em um ambiente tridimensional navegável. O objetivo declarado é absorver tarefas tediosas e repetitivas em softwares reais.

Atualizações no Codex e nova gestão de contexto

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OpenAI lança GPT-6 Astra com controle autônomo do PC e nível crítico em cibersegurança 3

O lançamento traz mudanças diretas para desenvolvedores através do assistente Codex. A OpenAI afirma que o Astra conclui tarefas 1,9 vez mais rápido que o modelo anterior, o GPT-5.6 Sol, no benchmark Mind2Web.

A mudança arquitetônica mais relevante para quem programa é a nova abordagem para lidar com janelas de contexto lotadas. Historicamente, quando o limite de tokens de um modelo era atingido, ele aplicava uma compressão que resumia o histórico, causando a perda de detalhes finos sobre componentes ou motivos pelos quais um código falhou.

Com o GPT-6 Astra, o Codex passa a preservar anotações entre janelas de contexto de forma pesquisável. O histórico anterior não é mais comprimido repetidamente em um único resumo. Desenvolvedores podem ativar o recurso em caráter experimental no arquivo config.toml do Codex, e a opção se tornará o padrão nas próximas semanas.

Capacidade “Crítica” em vulnerabilidades de segurança

A evolução técnica do Astra fez com que a OpenAI classificasse o modelo com o limiar “Crítico” em cibersegurança, o nível mais alto de atenção no framework de segurança da companhia.

Nos testes sem as proteções de produção, o modelo conseguiu descobrir e desenvolver exploits de dia zero (zero-day) funcionais. No índice ExploitBench, que testa a conversão de falhas conhecidas em ataques reais, o Astra cravou 100% de precisão (contra 78,5% da geração anterior). Durante avaliações internas focadas em falhas recentes de navegadores, a IA chegou a identificar e explorar duas vulnerabilidades até então desconhecidas pelos desenvolvedores dos softwares originais.

Para evitar abusos no ambiente de produção, a OpenAI implementou salvaguardas rigorosas. O modelo, por padrão, se recusará a criar exploits de prova de conceito. No entanto, ferramentas defensivas de validação de código e análise de malware serão flexibilizadas posteriormente por meio de um programa chamado OpenAI Daybreak. A infraestrutura também conta com classificadores automáticos que pausam ou interrompem o trabalho caso a IA detecte que está saindo do escopo autorizado.

Descobertas matemáticas

Além da computação aplicada, o modelo demonstrou capacidade avançada de raciocínio. A OpenAI confirmou que o Astra ajudou pesquisadores a resolver um problema matemático histórico envolvendo a distância entre números primos, conseguindo reduzir o limite de intervalo comprovado para 186.

Preço e consumo na API

Para desenvolvedores e empresas que integram o modelo via API (sob o nome gpt-6-astra), a OpenAI definiu o custo em US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída. Há também uma modalidade chamada Fast, que dobra a velocidade de processamento ao custo do dobro da tarifa padrão. O uso direto na interface do ChatGPT estará coberto pelos limites das assinaturas atuais de cada plano.

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Emanuel Negromonte é Jornalista, Mestre em Tecnologia da Informação e atualmente cursa a segunda graduação em Engenharia de Software. Com 14 anos de experiência escrevendo sobre GNU/Linux, Software Livre e Código Aberto, dedica-se a descomplicar o universo tecnológico para entusiastas e profissionais. Seu foco é em notícias, tutoriais e análises aprofundadas, promovendo o conhecimento e a liberdade digital no Brasil.