GNOME 51 é lançado com mapas offline, fim do suporte a drivers antigos da NVIDIA e ganhos de desempenho

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Emanuel Negromonte
Emanuel Negromonte é Jornalista, Mestre em Tecnologia da Informação e atualmente cursa a segunda graduação em Engenharia de Software. Com 14 anos de experiência escrevendo sobre...
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GNOME 51 traz mapas offline e encerra suporte a drivers antigos!

Após seis meses de desenvolvimento, o ambiente gráfico GNOME 51, codinome “A Coruña”, foi oficialmente lançado. A nova versão traz um pacote robusto de otimizações de interface, abandono de padrões de rede e vídeo defasados, além de recursos altamente aguardados por usuários de notebooks, como mapas offline e gerenciamento inteligente de periféricos.

A atualização reforça a transição do projeto para tecnologias modernas, exigindo o uso exclusivo de interfaces gráficas padrão, o que simplifica o código e melhora a responsividade geral do sistema.

O que isso muda na prática

Para o usuário final, o GNOME 51 entrega um sistema mais fluido, mesmo quando o hardware está sob carga intensa. Quem utiliza notebooks ganha facilidades há muito pedidas, como o bloqueio automático do touchpad ao conectar um mouse e a rotação automática de tela (para dispositivos com acelerômetro). Além disso, a remoção de tecnologias antigas, como conexões de rede WEP, força um padrão de segurança mais alto por padrão.

Adeus aos drivers legados e foco em fluidez gráfica

Uma das decisões técnicas mais impactantes do GNOME 51 é a remoção do suporte a interfaces de drivers antigos da NVIDIA. A partir de agora, o ambiente de desktop utiliza exclusivamente interfaces gráficas modernas e padronizadas. Segundo a equipe de desenvolvimento, isso simplifica o código fonte e beneficia todos os usuários de drivers atuais.

O desempenho também recebeu atenção direta:

  • Escalonamento de quadros: O gerenciador de janelas Mutter teve seu sistema de entrega de quadros retrabalhado. Na prática, as animações do sistema rodam de forma mais suave, mesmo durante picos de processamento.
  • Captura de tela: A gravação de tela ficou mais rápida devido à redução de cópias de buffer e processos redundantes.
  • Cursores em SVG: O ponteiro do mouse agora é renderizado a partir de imagens vetoriais (SVG) em vez de bitmaps estáticos, garantindo nitidez absoluta em qualquer resolução ou escala de monitor.

Mapas offline e assinaturas em documentos

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GNOME 51 é lançado com mapas offline, fim do suporte a drivers antigos da NVIDIA e ganhos de desempenho 3

Os aplicativos base (Core Apps) receberam atualizações que ampliam sua utilidade sem depender de serviços de terceiros.

O GNOME Maps recebeu sua maior atualização em anos com a introdução do suporte a mapas offline. É possível baixar regiões inteiras para navegação sem internet, recurso ideal para viagens ou áreas com baixa cobertura. Além disso, quando conectado, o app agora exibe horários de partida ao vivo para transporte público e eventuais atrasos em tempo real.

O visualizador de documentos Papers agora permite a inserção de assinaturas visuais. O usuário pode desenhar com o mouse, tela sensível ao toque ou importar uma imagem da própria assinatura. O aplicativo remove o fundo da imagem automaticamente para integrá-la ao documento, eliminando a necessidade de ferramentas externas para assinar formulários simples.

Outros aplicativos atualizados incluem:

  • Files (Nautilus): Agora exibe um contador ao arrastar múltiplos arquivos, melhora o carregamento de diretórios pesados e não perde mais a seleção de arquivos ao clicar com o botão direito em uma área vazia.
  • Web (Epiphany): Passou a gerar senhas fortes e seguras nativamente (através da biblioteca pwquality) e ganhou o atalho Ctrl+Shift+C para copiar a URL da página sem precisar acessar a barra de endereços.
  • Software: Passou a alertar ativamente o usuário (aviso de “Fim de Vida”) antes da instalação de aplicativos que não são mais mantidos pelos desenvolvedores originais.

Mudanças em configurações e segurança

O painel de Configurações do GNOME foi refinado para lidar com hardwares mais modernos. Além da rotação automática e do bloqueio de touchpad, o sistema aprimorou o alinhamento de múltiplos monitores e passou a lembrar o nível de brilho da tela mesmo após reinicializações ou alternâncias de HDR.

No campo da segurança, o padrão WEP para redes sem fio foi totalmente removido. Nos bastidores, o armazenamento de senhas e chaves criptográficas foi migrado para o oo7, um novo componente focado em ampliar a segurança do cofre digital do usuário. Para acesso remoto, o sistema passou a suportar autenticação nativa via Kerberos e servidores de soquete SSH.

Novos integrantes do GNOME Circle

O ecossistema de aplicativos validados pelo projeto (GNOME Circle) recebeu três novas adições:

  1. Bazaar: Uma nova loja de aplicativos focada na descoberta e instalação via repositórios Flatpak (como o Flathub).
  2. Bobby: Um gerenciador amigável para navegação e edição de bancos de dados SQLite.
  3. Tally: Um aplicativo minimalista de contadores.

O GNOME 51 começará a chegar aos usuários finais nas próximas semanas, acompanhando o ciclo de lançamento das principais distribuições Linux de fim de ano. Usuários de distribuições Rolling Release devem receber os pacotes em breve, enquanto desenvolvedores já podem testar a versão através do GNOME OS Nightly.

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Emanuel Negromonte é Jornalista, Mestre em Tecnologia da Informação e atualmente cursa a segunda graduação em Engenharia de Software. Com 14 anos de experiência escrevendo sobre GNU/Linux, Software Livre e Código Aberto, dedica-se a descomplicar o universo tecnológico para entusiastas e profissionais. Seu foco é em notícias, tutoriais e análises aprofundadas, promovendo o conhecimento e a liberdade digital no Brasil.