PeaZip 10.9.0 lançado: Veja as novidades e correções

PeaZip 10.9.0: O canivete suíço open-source ficou mais rápido, mais bonito e (quase) universal.

Escrito por
Emanuel Negromonte
Emanuel Negromonte é Jornalista, Mestre em Tecnologia da Informação e atualmente cursa a segunda graduação em Engenharia de Software. Com 14 anos de experiência escrevendo sobre...
  • O que mudou? O PeaZip 10.9.0 agora suporta impressionantes 242 extensões de arquivo, consolidando-se como o gerenciador mais versátil do mercado.
  • Performance Global: A nova compilação em Lazarus 4.2 garante que o software rode melhor em monitores 4K e hardware moderno em qualquer lugar do mundo.
  • Segurança em Primeiro Lugar: Agora, todos os downloads oficiais contam com hashes SHA256 publicados no GitHub para garantir que o instalador é autêntico e livre de malware.
  • Melhor Alternativa Open-Source: Com melhorias no suporte a arquivos RAR e multi-volume, ele se posiciona como a principal alternativa gratuita e sem anúncios ao WinRAR e 7-Zip.
  • Disponibilidade: Já disponível para download global via Flatpak (Linux) e Winget (Windows), facilitando a atualização automatizada em diferentes regiões.

O PeaZip é um gerenciador de arquivos e compactador de código aberto que atua como uma interface gráfica (GUI) poderosa para diversas tecnologias de compressão, como 7-Zip, zstd e o formato próprio PEA. Ele se destaca por ser uma alternativa completa e visualmente mais moderna ao WinRAR e ao 7-Zip nativo, suportando uma biblioteca vasta de formatos em sistemas Windows e Linux.

Principais novidades

A versão 10.9.0 foca em Qualidade de Vida (QOL) e no refinamento da navegação interna. O File Manager recebeu melhorias significativas na reatividade, tornando a abertura de pastas e a listagem de arquivos mais fluida.

  • Customização de Interface: Foram introduzidos novos menus de contexto alternativos e a possibilidade de personalizar a ação do botão central do mouse, permitindo um fluxo de trabalho mais ágil para quem lida com grandes volumes de dados.
  • Visualização de Arquivos: As ferramentas internas de visualização de imagens e texto foram totalmente reformuladas. Isso reduz a necessidade de abrir programas externos apenas para conferir o conteúdo de um arquivo compactado.
  • Melhor suporte a RAR e volumes múltiplos: O tratamento de arquivos divididos (multi-volume) e arquivos RAR foi aprimorado para evitar erros de leitura e melhorar a velocidade de extração.
  • Novo Backend Pea 1.29: O motor nativo “Pea” e “Unpea” agora conta com uma interface renovada, alinhando a estética das ferramentas de segurança e criptografia ao restante do software.

Impacto e repercussão

Embora o anúncio oficial seja contido, a atualização para o Lazarus 4.2 no processo de compilação é um marco técnico importante. Usuários em fóruns de software livre e comunidades como o Reddit destacam que essa mudança melhora a renderização da interface em monitores de alta resolução (HiDPI) e garante maior estabilidade em distribuições Linux mais recentes.

Outro ponto que gerou comentários positivos foi a expansão para 242 extensões suportadas. O PeaZip continua sendo o “canivete suíço” definitivo para formatos obscuros que ferramentas tradicionais costumam ignorar. Além disso, a inclusão do arquivo SHA256.txt diretamente no GitHub resolve uma demanda antiga de usuários avançados que prezam pela verificação de integridade automatizada via scripts.

Resumo técnico

  • Compilador: Atualizado para Lazarus 4.2 (mantendo retrocompatibilidade com 3.x e 2.x).
  • Suporte de Formatos: Elevado para 242 extensões de arquivo.
  • Segurança: Publicação sistemática de hashes SHA256 para todos os pacotes.
  • UX: Novos atalhos de teclado e suporte a Drag and Drop interno aprimorado.
  • Localização: Disponível em mais de 30 idiomas, com novos recursos para tradutores.

Disponibilidade

O PeaZip 10.9.0 já está disponível para download no site oficial e no GitHub. Para usuários de Windows, a atualização deve chegar via Winget e Chocolatey nos próximos dias. No Linux, as versões em Flatpak e nos repositórios AUR (Arch Linux) costumam ser as primeiras a receber o novo binário.

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