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Munique volta ao Windows e abandona GNU/Linux

Uma década atrás, Munique estava na vanguarda de um movimento em direção ao Software de código aberto, mudando milhares de funcionários para o GNU/Linux a partir do Windows em um momento em que um movimento nessa escala era quase inaudível.
Depois de passar nove anos e gastar milhões de euros no projeto, uma proposta de mudança para os sistemas da Microsoft foi votada hoje e foi aprovada.
O prefeito de Munique, Dieter Reiter, eleito pelo partido SPD, foi um dos maiores defensores do retorno ao Windows, explicando que “os funcionários não estão satisfeitos e mais da metade não estão felizes”.

 

Proposta de mudança

A proposta de voltar ao Windows, feita pelos partidos SPD (Partido Social-Democrata da Alemanha) e CSU (União Social-Cristã), baseia-se em recomendações de um relatório divulgado pela empresa Accenture. O relatório recomendou investigar “se faz sentido econômico continuar usando o Linux como um sistema operacional cliente” e, segundo o relatório, a mudança trouxe problemas para os funcionários e para a infraestrutura de TI que antes usavam o Windows.
Kristina Frank, membro do CSU, diz que o GNU/Linux já não é uma boa escolha para Munique, ressaltando que, embora o software de código aberto possa ser útil, a cidade deve escolher soluções mais eficazes para seu propósito.
“Eu realmente não me importo como sistema operacional é chamado. Eu não me importo de onde vem. Para mim tudo o que importa é que ele funciona. Nós demos este passo porque Munique está sozinha lutando contra a maré. Esta experiência não terminou onde gostaríamos. Munique tomou um caminho incomum. A maioria dos locais de trabalho na Alemanha e no mundo está executando outros sistemas. O Linux pode ser a escolha certa para muitos usuários, mas não é para Munique”.
“Nosso LiMux (distribuição usada pela cidade) funciona, mas não é eficiente ou intuitivo e há problemas regulares quando você tem que adicionar outro software.”
Antes de realizar as mudanças, as autoridades de Munique aguardaram por um relatório que mostre o tempo e os custos da migração para o Windows, há uma grande chance de que a transição seja feita de qualquer maneira. E neste ponto, tudo parece apenas uma questão de tempo.
Um membro do departamento de TI de Munique, que não quis ser identificado, disse que as dificuldades relatadas pelo pessoal não são causadas pelo uso do LiMux ou software de código aberto, mas por ineficiências na estrutura de várias camadas da organização de TI da cidade.
“A questão principal é que não existe ‘um Departamento de TI’. Cada departamento da administração da cidade tem seu próprio pessoal. Com a atual estrutura organizacional, torna-se quase impossível corrigi-los de forma rápida e sustentável”, disse ele.
Nadine Englhart, presidente do Partido Pirata de Munique e opositora da mudança, disse:
“A coalizão governante do SPD-CSU interpretou mal o relatório para sua própria conveniência.”
O representante do departamento de TI concordou com Nadine, dizendo: “Não é uma decisão técnica ou monetária, é apenas uma decisão política”.

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