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Reconhecimento facial: o equilíbrio entre tecnologia e ética

Conheça os Prós e Contras do reconhecimento facial!

À medida que a revolução digital continua progredindo a uma velocidade acelerada, estamos vendo novas tecnologias se desenvolverem para auxiliar a sociedade. Uma delas é a tecnologia de reconhecimento facial – software biométrico que usa dados biológicos para identificar uma pessoa. A tecnologia está ficando mais sofisticada a cada ano, e sua velocidade e facilidade de uso significam que está se tornando uma opção mais viável para empresas e autoridades operarem.

Mas há também várias preocupações, incluindo alegações de imprecisão e receios de que estamos prestes a entrar em uma era mais “orwelliana”.Continue lendo para descobrir mais sobre os benefícios que isso pode nos trazer e também alguns possíveis problemas.

Como funciona?

A tecnologia segue três etapas que podem ser divididas da seguinte maneira:

  • Detecção – talvez a mais importante, pois reconhece rostos em imagens e vídeos, inclusive em grandes multidões de pessoas.
  • Captura e processamento – as informações analógicas (um rosto humano) são convertidas em dados digitais que podem ser alimentados em um banco de dados.
  • Correspondência – os dados são comparados aos registros existentes, que podem ser de milhões de pessoas, para determinar a identidade de alguém.

Além de extremamente preciso, também é muito rápido e não envolve a cooperação física da pessoa em questão. Considere a impressão digital – a polícia precisa identificar a pessoa, prendê-la e forçá-la a deixar uma amostra. O reconhecimento facial não exige nada disso. Além do crime, a tecnologia promete oportunidades em outros campos, como a inovação, e as empresas estão competindo para estar à frente de seus rivais. 

Principais melhorias sociais

Saúde

Talvez o avanço social mais significativo seja para a assistência médica. Aplicativos como o AiCure já estão usando a tecnologia para rastrear o uso de medicamentos por um paciente, pedindo para que os pacientes filmem quando ingerirem a medicação e depois confirmem sua identidade. Isso fornece aos médicos informações sem precedentes sobre as ações a serem seguidas, ajudando o paciente no processo.

Também poderia ser usado para detectar uma variedade de doenças em um futuro próximo. O software de reconhecimento facial já é usado para diagnosticar a grave condição genética da síndrome de DiGeorge, analisando vários aspectos do doente. A taxa de sucesso é de quase 97%.

A esperança é que os benefícios possam ser sentidos mais amplamente nos próximos anos. No entanto, ainda existem preocupações sobre como esses dados serão armazenados e se infringem os direitos de privacidade pessoal.

Segurança 

A tecnologia também seria uma grande ajuda para as autoridades e empresas que desejam melhorar a segurança. Por crimes graves, a polícia pode usar a tecnologia para detectar um suspeito que está tentando atravessar uma fronteira ou prestes a cometer outro crime. Dispositivos equipados com o software, como drones, podem localizar pessoas em locais lotados e retransmitir dados instantaneamente para as pessoas no local.

Isso levou à rápida resolução de casos recentemente: como por exemplo, o “homem de chapéu” que realizou um ataque a bomba em Bruxelas. Também oferece às empresas a opção de recusar a entrada de indivíduos potencialmente perturbadores. Como impedir que fãs fanáticos causem problemas dentro dos estádios de futebol e para que os cassinos possam detectar os rostos de pessoas que já tentaram enganá-los anteriormente, através de técnicas de contagem de cartas no Blackjack, por exemplo.

Varejo

Imagine sair de casa sem a carteira, ir a uma loja, pegar uma jaqueta nova e sair enquanto olha para os vendedores diretamente no rosto.

Não, não é o enredo de um novo thriller policial. É o que poderia acontecer quando a tecnologia de reconhecimento facial fosse incorporada nos serviços de varejo. Não é necessário ter dinheiro ou cartões – apenas uma verificação rápida do seu rosto (com sua permissão, é claro), que estaria vinculada aos seus dados bancários, o valor apropriado seria deduzido da sua conta.

Pode ser usado até para oferecer programas de fidelidade, com os dados muito mais fáceis de reconhecer do que os detalhes do cartão de crédito, para que as lojas possam alertar ‘personal shoppers’ para ajudar seus clientes favoritos e oferecer descontos com base na frequência de visitas.

Isso também eliminaria a fraude: afinal, é muito mais difícil imitar o rosto de alguém do que os dados bancários.

Mas há desvantagens

Violação de direitos pessoais

Ter mais segurança é melhor para todas as pessoas que cumprem a lei – mas surge outro ponto. Embora as autoridades possam rastrear criminosos, elas também podem rastrear cidadãos comuns a qualquer momento ou lugar.

É aí que entra a questão da ética. Os governos precisam prestar contas sobre quais dados eles podem acessar e como podem usá-los. Já existem preocupações generalizadas nos EUA sobre a violação da privacidade dos cidadãos, fazendo com que ativistas verifiquem esse uso.

Isso levou algumas cidades, como São Francisco, a considerar a proibição da tecnologia para uso na aplicação da lei, mas isso promete ser um grande problema nos próximos anos.

Imprecisões

Embora a precisão da tecnologia seja muito alta, ainda existem falhas. Se o ângulo da câmera estiver ligeiramente deslocado ou a pessoa girar repentinamente o rosto, isso pode desfocar a imagem e poderão ocorrer erros.

Também houve relatos de que a tecnologia não é tão boa em identificar pessoas de pele escura e mulheres quanto é para homens brancos. Obviamente, isso pode ter sérias consequências se alguém for identificado erroneamente por um crime e for punido por algo que não fez.

Resumindo

Assim como em muitos avanços tecnológicos, o segredo é proceder com cautela. As muitas vantagens da tecnologia de reconhecimento facial podem melhorar muito a sociedade, mas devem ser tratadas de forma ética. É aqui que a responsabilidade recai sobre governos e grandes empresas, para garantir que não seja mal utilizada. E é nosso dever como cidadãos responsabilizá-los, caso não o façam.