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04/03/2021 às 08:00

8 min leitura

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Por Claylson Martins

Red Hat e Banco Central trabalham em ecossistema de pagamentos instantâneos no Brasil

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A empresa Red Hat e Banco Central aceleram todo o ecossistema de pagamentos instantâneos no Brasil. Portnto, a instituição e a empresa desenvolvem juntas um mecanismo de aperfeiçoamento do Pix. Com uma nova arquitetura baseada Red Hat AMQ Streams (kafka), Red Hat Ansible Automation Platform, Red Hat OpenShift, e outras tecnologias de código aberto, o BC pode suportar milhares de transações por segundo de forma econômica, mantendo o serviço disponível 24×7.

A tecnologia de código aberto da empresa foi a escolhida pela instituição financeira para ser a base da infraestrutura do Pix, pagamento instantâneo brasileiro, lançado pelo Banco Central no fim do ano passado.

Queríamos criar uma solução que oferecesse transferências financeiras seguras e flexíveis, melhorando a experiência de nosso cliente, enquanto reduzíamos custos por transação e promovíamos a diversidade financeira, afirma Vicente Fernandes, chefe da Divisão de Arquitetura de Servidores, Armazenamento e Software Básico do Banco Central.

Red Hat e Banco Central trabalham em ecossistema de pagamentos instantâneos no Brasil

Red Hat e Banco Central trabalham em ecossistema de pagamentos instantâneos no Brasil

Com uma nova arquitetura baseada Red Hat AMQ Streams (kafka), Red Hat Ansible automation Platform, Red Hat OpenShift, e outras tecnologias de código aberto, o BC pode suportar milhares de transações por segundo de forma econômica, mantendo o serviço disponível 24×7. O banco também pode promover a diversidade competitiva no mercado e acelerar a evolução dos meios de pagamento no país.

“As soluções open source da Red Hat estão auxiliando o Banco Central a transformar e modernizar o ecossistema de meios de pagamento brasileiro de uma forma sem precedentes. A estratégia inteligente do banco e às tecnologias de ponta oferecem uma inovação que coloca o sistema financeiro do país em linha com os mais desenvolvidos do mundo”, explica Gilson Magalhães, presidente da Red Hat Brasil.

Infraestrutura de alta performance

Para chegar a melhor infraestrutura para o Pix, o BC realizou uma licitação para contratação de uma arquitetura distribuída, altamente escalável, baseada no Apache Kafka. A solução vencedora foi o Red Hat AMQ, parte do Red Hat Integration, que oferece streaming de dados distribuídos com alta produtividade e baixa latência para operar, escalar e gerenciar aplicações em um ambiente Kubernetes nativo em nuvem.

O Banco Central também implantou o Red Hat Ansible Automation Platform para criar e oferecer funcionalidades de automação de infraestrutura, assim o Pix pode ser integrado com soluções de automação, permitindo centralizar o gerenciamento. Já o Red Hat OpenShift, plataforma de Kubernetes empresarial, foi escolhido para hospedar aplicações de lógica de negócios. O BC trabalhou ainda em sinergia com o Red Hat Consulting e com o Red Hat Training para se familiarizar e implantar com sucesso sua nova infraestrutura de serviços em todos os níveis, e com o Red Hat Technical Account Manager para suporte contínuo e monitoramento, identificando potenciais problemas de maneira proativa e solucionando possíveis desafios.

“A Red Hat foi uma parceira ativa e essencial neste projeto. A empresa forneceu propostas que otimizaram nossa arquitetura, gerando melhor disponibilidade. Além disso, alocou uma grande equipe, com técnicos experientes que nos ajudaram a nos familiarizar com a tecnologia e melhores práticas”, diz Fernandes.

Benefícios da inovação

A infraestrutura do Pix, suportada pela Red Hat, possibilita uma série de benefícios tanto para as pessoas físicas como para as empresas. A arquitetura tecnológica de alta performance, permite ao BC reduzir consideravelmente os tempos de processamento. Durante os testes com um volume de 2 mil transações por segundo, o banco processou com sucesso 99% do total em menos de quatro segundos, usando o AMQ Streams e o Ansible Automation Platform.

O Pix também ajuda varejistas a reduzir os custos de aceitação associados a pagamentos via cartão. Como resultado, as taxas de processamento pagas normalmente ou repassadas aos clientes também vão cair. Esta mudança de pagamentos em papel-moeda para transações digitais também ajudará o BC a reduzir custos operacionais. A nova infraestrutura ainda possibilita ao banco e seus parceiros continuar desenvolvendo serviços digitais inovadores em um ambiente de nuvem estável e de alta performance, seguindo o ritmo da demanda.

O BC planeja continuar trabalhando com a Red Hat para otimizar a disponibilidade, segurança e performance do Pix, assim como acrescentar novas ferramentas para continuar melhorando sua experiência de usuários. Há planos para expandir o pagamento sem contato e ferramentas para transações via e-commerce no ano que vem. “Já estamos vendo um retorno sobre o investimento com a plataforma do Pix. Daqui para frente, acreditamos que a sociedade brasileira como um todo vai se beneficiar da solução inovadora que introduzimos”, finaliza o chefe da Divisão de Arquitetura de Servidores, Armazenamento e Software Básico do Banco Central.

Jornalista com pós graduações em Economia, Jornalismo Digital e Radiodifusão. Nas horas não muito vagas, professor, fotógrafo, apaixonado por rádio e natureza.

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