Redes privativas móveis têm grande potencial de crescimento no Brasil, apontam especialistas

MPN Fórum irá reunir líderes do segmento no dia 29 de novembro no WTC, com presença confirmada de representantes do governo federal e baiano, além da apresentação de casos de uso em vários segmentos!

Emanuel Negromonte
4 minutos de leitura

As redes móveis para uso privativo por empresas em diversos segmentos são apontadas como uma promissora nova fronteira de negócios para fabricantes de infraestrutura, operadoras de telecomunicações e integradores de TI. Para muitos, é um oceano azul a ser explorado, o que não significa que a jornada será livre de algumas tempestades, segundo apontam especialistas e consultorias que acompanham este mercado.  

A GSA estimou em um relatório publicado em junho passado que existam 794 redes privativas móveis no mundo implementadas ou em processo de implementação. A maioria é em 4G e está concentrada na China. Por sua vez, a IDC prevê que esse mercado vai movimentar US? 8,2 bilhões no mundo em 2026, o que representará um crescimento médio anual de 36% ao longo dos próximos quatro anos — e nesta conta não está computada a receita com conectividade das referidas redes.  

Em outra pesquisa, feita pela Omdia no fim do ano passado com representantes de 450 empresas em nove países, 10% dos respondentes já tinham redes privativas móveis implementadas e 6% tinham provas de conceito em andamento, mas o restante possuía planos de lançar uma dentro de dois anos. 

A maioria dos projetos de redes privativas móveis no mundo estão sendo feitos para indústrias, varejistas, portos e governos, apontam IDC e Omdia. Mas por que essas empresas estão recorrendo à tecnologia móvel para suas redes? A resposta poderá ser conhecida no MPN Fórum, que reunirá presencialmente, em sua segunda edição no dia 29 de novembro no WTC, representantes do governo federal e baiano, além de especialistas e líderes empresariais para debates e apresentação de casos de uso em vários segmentos.

Está prevista a apresentação de cases da Globo, do governo da Bahia e da PUC-Rio; palestras sobre o projeto da rede privativa do governo federal e sobre o uso de small cells para essa finalidade; e um debate sobre oportunidades e desafios desse mercado no País.

MPN Fórum contará com a participação de Marta Pudwell, coordenadora de integração do projeto Campo Conectado, CETUC/PUC-Rio, para debater o Campo Conectado; Major PM Jefferson Araújo, gerente de projeto, Secretaria de Segurança Pública, Governo da Bahia, para apresentar a rede privativa LTE para segurança pública do governo da Bahia;

As experiências da Globo com 5G para a transmissão de eventos ao vivo serão abordadas por Francisco Peres, gerente do departamento de estratégia e licenciamento de telecom, Globo. Uma sessão especial está programada para tratar do papel das small cells no avanço das redes privativas móveis no Brasil, com a participação de Marco Szili, sócio-fundador da Telesys. Em seguida, Geraldo Segatto, diretor do projeto de redes privativas do governo federal, EAF, irá analisar o que está por trás do projeto de rede privativa do governo federal.

MPN Fórum terá encerramento com um painel de debates sobre as oportunidades e desafios para o mercado brasileiro de redes privativas móveis, com a participação de Ari Lopes, gerente para as Américas de mercados de telecom, Omdia; Cristiano Moreira, gerente de negócios com operadoras e soluções avançadas, Embratel; Fransergio Vieira, gerente sênior de desenvolvimento de negócios, Qualcomm; e Luiz Spera, gerente de estratégia para o mercado de telecom, CPQD.

A programação completa e informações para inscrições podem ser vistas na página do evento AQUI.

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