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50 anos da Apollo 11 e a computação – Parte 1

Entenda como, há 50 anos, fomos de um pequeno passo em direção à computação interplanetária

50 anos da Apollo 11: de um pequeno passo até a computação interplanetária – Parte 1
Astronauta no módulo lunar. Crédito: NASA.

Sabia que neste ano são comemorados os 50 anos da Apollo 11? Sabe qual é a relação da missão com a computação?

Há 50 anos acontecia a missão Apollo 11

Em 20 de julho de 1969, os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin (da Apollo 11) pousaram na superfície da Lua. Mas, no começo dos anos 60, os computadores disponíveis para a NASA eram muito diferentes do computador que seria usado na Apollo 11 e no módulo lunar no final da década.

Segundo Paul Kostek, membro sênior do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletroténicos (IEEE) e especialista sênior de sistemas na empresa Base2:

Microprocessadores ainda não tinham sido inventados, mas todos os engenheiros no programa Apollo eram capazes de reduzir um computador até algo que poderia voar para o espaço.

Testemunha ocular do pouso da Apollo 11

A revista Computer Weekly cobriu o pouso original na Lua em julho de 1969. Em seu artigo, John Bradshaw escreveu sobre como um complexo da IBM, em Houston, foi usado para coletar e processar dados recebidos da Apollo 11 antes de retransmitir para o controle da missão. O computador operava com vários subsistemas da missão lunar. Cada subsistema preocupado com um aspecto particular da missão – do lançamento à reentrada na atmosfera.

50 anos da Apollo 11 e a computação - Parte 1
Saturn V: o foguete responsável pelo lançamento da Apollo 11. Crédito: NASA.

O complexo era composto de 2 computadores IBM 360/75J, com preferências configuradas segundo as necessidades da NASA. Uma destas era a máquina principal, enquanto a outra ficava em modo de espera.

O artigo original pode ser visto no site do Museu Nacional da Computação dos EUA. O museu também forneceu este PDF com uma digitalização completa em alta resolução do artigo.

Testar tudo e depois testar de novo

Cada aspecto da missão Apollo 11, que pousou na Lua, foi testada repetidamente para garantir que tudo funcionaria. Dave Proctor, que trabalhou para a IBM no software do módulo lunar, diz:

O risco estava na descida e na subida, porque nunca tínhamos feito isso antes.

E, pouco antes de Neil Armstrong e Buzz Aldrin estarem prontos para fazer a descida final, o módulo lunar apresentou um erro 1202. O erro ocorreu porque o pequeno computador no módulo lunar tinha muito pouca memória. Assim, ele estava sendo preenchido de dados do que Paul Adler, um engenheiro do software do módulo lunar, descreveu como “uma desconfiguração dos interruptores do radar”.

Armstrong solicitou ao controle da missão um esclarecimento sobre o erro 1202. Por isso Jack Garman, um engenheiro da computação da NASA, disse ao controle da missão que o erro podia ser ignorado neste caso, o que significava que a missão poderia continuar. A Apollo 11 pousou apenas alguns segundos depois.

50 anos da Apollo 11 e a computação - Parte 1
Astronauta Buzz Aldrin na superfície lunar. Crédito: NASA.

Nos 50 anos da Apollo 11, ficamos felizes em ver como os pioneiros da computação criaram novos conceitos e sistemas que levaram o homem à Lua.

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Fonte.

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Escrito por Leonardo Santana

Astrônomo amador e eletrotécnico. Apaixonado por TI desde o século passado.

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