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Microsoft, Intel, Qualcomm e outros fabricantes aderem ao boicote à Huawei

Tudo isso após a ordem assinada pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Produtos da Huawei conseguem espionar americanos?

A ordem executiva assinada por Donald Trump nos Estados Unidos não deve se limitar apenas ao Google. De acordo com a Reuters, o fim da colaboração tem implicações gigantescas nos futuros terminais da empresa chinesa. Antes de mais nada,  os chineses perderão suporte e compatibilidade com os serviços do Google (Maps, Gmail, Play Store) e não terão novas atualizações do Android aprovadas. Além do Google, a Huawei está relacionada a muitas outras empresas norte-americanas das quais depende. Porém, Microsoft, Intel, Qualcomm e outros fabricantes aderem ao boicote à Huawei.

Intel, Qualcomm e outros fabricantes se juntaram ao bloqueio da Huawei, de acordo com a Bloomberg

 

A decisão de Donald Trump colocou Huawei na lista com as quais as empresas americanas estão proibidas de manter relações comerciais. Com o Google, a reação foi imediata, sendo a primeira empresa a vazar a decisão. Porém, de acordo com a Bloomberg, Intel, Qualcomm ou Broadcom também vão tomar medidas semelhantes às do Google. Assim, devem quebrar as relações comerciais. Isto seria o fim do apoio de seus produtos e um corte de oferta.

O caso do Google é de grande importância, uma vez que todos os terminais da Huawei vendidos fora da China dependem quase inteiramente dos serviços da empresa de mecanismos de busca. Contudo, a Intel interromper o fornecimento de chips e outros componentes é igualmente sério.

A Huawei estava fazendo uma diferença entre os fabricantes de laptops, com muito sucesso nesse setor. Por isso, depende dos processadores i3, i5, i7 e i9 para dar vida a eles. O outro grande fabricante que usa chips é a AMD, que também é americano e o destino deve ser o mesmo com o atual veto.

Além desses componentes para laptops, a Intel também fornece chips de servidor, trazendo a infra-estrutura e suporte de negócios e aplicativos e serviços da Huawei que a empresa executa neles também corre sério risco de ter que procurar ótimas alternativas .

Em relação a Qualcomm, o resultado em computadores parece menos grave. Porém, em relação ao futuro, tudo pode estar ameaçado. A Huawei fabrica desde abril o Matebook E 2019. Ele é equipado com um Snapdragon 850 e um modem LTE X20.

Windows pode ser a próxima grande perda para a Huawei, juntamente com Dolby ou NVIDIA

Microsoft, Intel, Qualcomm e outros fabricantes aderem ao boicote à Huawei

Se o Google decidiu cumprir a ordem do governo dos EUA, tudo indica que a Microsoft será a próxima. Até agora, no entanto, não houve qualquer pronunciamento da empresa. Além dos fabricantes de componentes, a dependência da Huawei em Redmond é enorme. Até agora este é o sistema operacional usado nos desktops.

A analogia aqui pode ser que hoje os computadores continuam a funcionar com atualizações da Microsoft, que são menos problemáticas do que o Android. A Huawei correu para fora para comprar licenças do Windows para novos lançamentos. Agora, terão de escolher outra opção.

Se a Microsoft atender aos pedidos do governo, as licenças do Windows poderão ser restringidas no futuro

Existem opções, e o mundo Linux é muito aberto a ser adotado. Entretanto, o temor é de que  seus computadores percam muita popularidade comercial sem o Windows. Do mesmo modo, a Huawei também tem que buscar aliados para fornecer novas ferramentas equivalentes às já existentes. Seria o caso do som Dolby, touchpads Synaptics ou NVIDIA em termos de chips gráficos. Temos que esperar para ver o que irá ocorrer na realidade. No entanto, a perspectiva dos smartphones não é nada agradável para a empresa chinesa.

Para a Huawei há vida além do Android e Windows: o plano B com seu próprio sistemaMicrosoft, Intel, Qualcomm e outros fabricantes aderem ao boicote à Huawei

Mesmo com todos esses contratempos que podem afetar o desempenho da empresa, há luz no fim do túnel. Segundo declarações de Richard Yu, CEO da Huawei, a empresa já estava preparada para um cenário como o atual, tanto em smartphones quanto em computadores:

Nós preparamos o nosso próprio sistema operacional. Se alguma vez acontecer que não podemos usar esses sistemas (Android e Windows), estaríamos preparados. Esse é o nosso plano B. Mas, é claro, preferimos trabalhar com ecossistemas Google e Microsoft.

Como a Samsung em pleno desenvolvimento do seu Tizen, a Huawei já teria uma alternativa para Android e Windows pronto. Não deixa de ser uma grande notícia mas ainda precisa mostrar serviço. Chegamos a um ponto em software onde não é tão importante. Contudo, o mais valorizado são as compatibilidades que ele oferece. Assim o Windows 10 Store, a Play Store no Android e outros serviços são essenciais para os bilhões de usuários do ecossistema.

Mesmo assim, o Android é relativamente fácil de usar. Do mesmo modo, o Android Open Source Project (AOSP),  pode ser modificado a gosto, mantendo a compatibilidade com aplicativos Android, algo que a Huawei poderia tentar superar.

No entanto, em computadores, não há muita alternativa ao Windows, embora o grande problema, como analisamos, seja que talvez não haja processadores alternativos. Tudo aconteceria para garantir a compatibilidade com o ARM e usar seus próprios chips Kirin, em vez dos da Intel ou da Qualcomm.

Fonte

Escrito por Claylson Martins

Jornalista com pós graduações em Economia, Jornalismo Digital e Radiodifusão.

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