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12/08/2020 às 08:00

6 min leitura

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Por Claylson Martins

Mozilla demite 250 funcionários e vai se concentrar em produtos comerciais

De mal a pior? Mozilla demite todos os engenheiros do renderizador Servo
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A pandemia continua em todo o mundo até que surja uma vacina realmente eficaz contra o coronavírus. Assim, a Covid-19 continua faazendo vítimas pelo planeta. E estamos falando não apenas de pessoas mas também de empresas que estão enfrentando problemas financeiros devido à paralisação. A Mozilla Corporation é uma delas e anunciou que está demitindo cerca de 250 funcionários e vai se concentrar em produtos que deem retornos comerciais o quanto antes.

As demissões foram anunciadas publicamente em uma postagem do blog hoje. Os funcionários foram notificados horas antes, por meio de um e-mail [PDF] enviado por Mitchell Baker, CEO da Mozilla Corporation e Presidente da Mozilla Foundation.

A mensagem de Baker citou a necessidade da organização de adaptar suas finanças a um mundo pós-COVID-19 e redirecionar a organização para novos serviços comerciais.

Mozilla demite 250 funcionários e vai se concentrar em produtos comerciais

Mozilla demite 250 funcionários e vai se concentrar em produtos comerciais

Mitchell Baker, CEO da Mozilla

Baker disse que após o início da pandemia COVID-19, a Mozilla tentou minimizar o impacto financeiro da crise de saúde com “medidas imediatas de redução de custos, como interromper  contratações, reduzir nosso benefícios financeiros e cancelar nossas [reuniões].” No entanto, Baker disse que o “plano pré-COVID da Mozilla não é mais viável”.

Nós conversamos sobre a necessidade de mudança – incluindo a probabilidade de demissões – desde a primavera. Hoje essas mudanças se tornaram reais”, disse o CEO da Mozilla. Estamos reduzindo o tamanho da força de trabalho da MoCo em aproximadamente 250 funções, incluindo o fechamento de nossas operações atuais em Taipei, Taiwan. Outras 60 pessoas ou mais mudarão de equipe. As pessoas incluídas na redução são verdadeiros Mozillians e profissionais com alto grau de habilidade, expertise e comprometimento. Esta ação não é de forma alguma  um reflexo nas qualidades pessoais ou profissionais.

Baker disse que todos os mais de 250 funcionários que foram demitidos receberão indenização pelo resto do ano, junto com os bônus do primeiro semestre de 2020.

A empresa também planeja publicar um “diretório de talentos“, em que pretende anunciar as habilidades e a experiência dos funcionários que demitiu (se os funcionários concordarem em ter seus nomes listados).

Em 2018, a Mozilla Corporation disse que tinha cerca de 1.000 funcionários em tempo integral em todo o mundo. A Mozilla já demitiu 70 funcionários em janeiro, o que significa que a organização demitiu mais de um terço de sua força de trabalho somente neste ano.

Produtos comerciais próprios como a VPN

No futuro, Baker disse que a Mozilla também vai repensar seu modelo de negócio. Então, deve colocar mais foco em produtos financeiramente viáveis.

Reconhecer que o modelo antigo em que tudo era de graça tem consequências e significa que devemos explorar várias oportunidades de negócios diferentes e trocas de valor alternativas, disse Baker. Devemos aprender e expandir maneiras diferentes de nos sustentar e construir um negócio que não é o que vemos hoje.

Isso provavelmente inclui um foco maior na oferta de VPN da Mozilla, que a Mozilla lançou formalmente no mês passado. Os aplicativos de Rede Privada Virtual (VPN) são uma grande fonte de dinheiro da atualidade em tecnologia. Por outro lado, a Mozilla, apesar de chegar tarde neste nicho, está destinada a se tornar um dos maiores players do mercado. Isso se deve principalmente devido à sua reputação em relação à privacidade e defensora dos direitos civis e de privacidade.

Além disso, o contrato da Mozilla para incluir o Google como o provedor de pesquisa padrão dentro do Firefox está definido para expirar ainda este ano, e o contrato não foi renovado. O acordo com o Google historicamente respondeu por cerca de 90% de toda a receita da Mozilla. Portanto, sem ele, os especialistas veem um futuro sombrio para a Mozilla após 2021.

Jornalista com pós graduações em Economia, Jornalismo Digital e Radiodifusão. Nas horas não muito vagas, professor, fotógrafo, apaixonado por rádio e natureza.

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