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Millennials emprendedores: os créditos aos que se pode ter acesso na indústria dos videogames

Novos jogadores, novo tempo, novos jogos!

A primeira coisa em que se pensa se falar em videogames é no entretenimento. Quem nunca jogou algum jogo, seja online, ou através de dispositivos do tipo Xbox, Nintendo, etc.? A verdade é que por trás dessa diversão, tem uma indústria enorme e ainda com amplíssimas possibilidades de crescimento. Se calcula que no mundo todo mais de 2.3 bilhões de pessoas são jogadoras, e que os jogos eletrônicos já movimentam mais dinheiro do que a música e o cinema juntos: gerando perto de US$ 130 bilhões por ano em comparação aos US$39 bilhões produzidos pelo cinema ou US$17 bilhões no campo da música.  

Pensando no Brasil, a Pesquisa Game Brasil (PGB) mostra que este se tornou um dos anos em que mais pessoas jogaram videogames no país. Com um aumento de 7,1% de jogadores a mais em relação ao ano passado, na atualidade 73,4% dos brasileiros jogam jogos eletrônicos. E mesmo que possa ter começado como um hábito preferentemente praticado por homens, a pesquisa vem derrubando esse preconceito refletindo que esse é o quinto ano consecutivo do estudo no qual o público feminino aparece como maioria entre os gamers: quase 70% das mulheres do Brasil jogam videojogos e representam 53,8% dos jogadores no país.

Um setor atraente mas que precisa de financiamento

Para os investidores trata-se do momento ideal para dirigir o interesse neste setor. É que o período de isolamento social que a população vem experimentando faz meses, consequência da pandemia do coronavírus, provocará um crescimento do mercado de games da América Latina em 10,3% neste ano (abrangendo jogos para computadores, smartphones e consoles), com uma receita projetada em US$ 6 bilhões, podendo atingir os US$8 bilhões em 2023, de acordo com a empresa Newzoo.

A América Latina é a segunda região com maior crescimento para este ano, com 266 milhões de pessoas que jogam em alguma das plataformas, chegando a representar o 10% do total de jogadores no mundo. Daí que muitos olhos estejam focados em companhias de desenvolvimento de videojogos. 

Mesmo que hoje em dia as empresas mais atraentes possam ser Microsoft e Sony, com o anúncio de seus consoles Xbox Séries X e o PlayStation 5, as mesmas são de capital fechado portanto não tem como contar com participação nas ações. Ainda assim, algumas das maiores companhias da área com capital aberto, como a Nintendo, Electronic Arts, Capcom, Take-Two, Activision-Blizzard e Ubisoft, apresentam um comportamento atraente e com relativa estabilidade desde o crash generalizado de março, que marcava o início da pandemia. 

Que opções de financiamento tem quem procura desenvolver um videogame?

O fato é que até agora falamos de empresas já bem consolidadas e com maior facilidade no que tem a ver com o acesso ao financiamento. Mas é preciso lembrar que hoje em dia são muitos os aplicativos e jogos eletrônicos que são criados por os jovens millennials e, mesmo que depois possam virar grandes companhias, nenhum desses microempreendimentos consegue decolar som a primeira injeção de capital. Então, quais são as maneiras em que o criador pode conseguir aquele primeiro empurrão? 

Uma das opções escolhidas por aqueles jovens criadores de jogos por hobby é se manter no emprego formal deles para arcar, não só os gastos do cotidiano, mas também dos precisos para o jogo mesmo. Se bem a pessoa conserva a segurança de um trabalho estável, a principal desvantagem disto é que, contando com menos tempo livre, fica difícil que os videogames sejam mais que um passatempo. Mais uma opção bastante comum é que o criador passe um período de tempo poupando dos seus ingressos para depois conseguir tirar um ano sabático por exemplo, e se dedicar ao projeto no 100%. Isto principalmente exige um bom planejamento do uso do capital disponível e levar em conta quais são as verdadeiras possibilidades de obter um novo emprego se o objetivo não dá certo.

Para quem não se encaixa nas primeiras duas opções, a primeira palavra é: solicitar um empréstimo. Como a maioria dos empreendimentos quando eles estão começando, costuma ser necessário pedir dinheiro emprestado para dar o impulso. Um jeito se consegui-lo é mediante o apoio financeiro de familiares e amigos próximos. É mais comum obter capital desse jeito quando o desenvolvedor já criou alguns produtos positivos e conta com credibilidade, portanto fica mais fácil fazer a “vaquinha” com pessoal conhecido. O fator mais atraente desta opção é que, se o dinheiro foi entregue em termos de crédito e não de investimento com futura divisão de lucros- ele costuma ter juros bem mais baixos dos que poderia exigir um banco. 

Mesmo que alguns empreendedores rejeitem a ideia, existe a opção de solicitar o crédito numa entidade financeira (bancos tradicionais, fintechs, etc.), as quais costumam contar com linhas especificamente dirigidas para diversos tipos de projetos. No final, mesmo que não estejamos acostumados a pensar desse jeito, desenhar e criar um videogame é um empreendimento sim e como outros, existem créditos com condições particulares. 

Para quem estiver interessado em procurar dinheiro para poder lograr seu objetivo nessa área, é importante se informar sobre créditos para microempreendedores. É que atualmente no Brasil a maioria das instituições financeiras já oferecem os chamados MEIs (crédito para microempreendedores individuais), com mais de 150 linhas oferecidas.

Para que o desenvolvedor possa ser titular de um destes créditos, precisa cumplir com os seguintes requisitos: declarar um faturamento de até R$ 81.000 anuais, não participar como sócio, administrador ou titular de outra empresa, contratar um empregado no máximo, e realizar uma das atividades econômicas previstas na Resolução CGSN N° 140 de 2018 (a própria resolução prevê como atividade contemplada a “elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que desenvolvidos em estabelecimento da optante”.

Atualmente com a crise econômica gerada pela irrupção do coronavírus, os bancos vêm disponibilizando mais e melhores opções para os empreendedores. Por exemplo o Banco Santander, habilitou microcréditos para MEI com um limite de até R$ 21 mil. Existem muitas mais opções e todas elas podem ser pesquisadas através dos sites oficiais, seja dos bancos como das fintechs.

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