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12/01/2022 às 13:00

5 min leitura

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Por Claylson Martins

Haiku adiciona compatibilidade com aplicativos Windows

Haiku adiciona compatibilidade com aplicativos Windows

Um sistema ainda pouco usado mas que pretende ser mais que um mero experimento. Assim podemos definir o Haiku OS que acaba de adicionar a compatibilidade com aplicativos Windows. Este sistema ‘open source’ Haiku estreou esta nova funcionalidade experimental há alguns dias.  A compatibilidade é feita da mesma forma que no Linux, ou seja, por meio do Wine.


Apesar de estar bem projetado, o Haiku OS tem problemas de suporte no hardware. No entanto, a novidade com o Wine resolve isso em parte, pelo menos em relação à quantidade e variedade de aplicativos. Esses apps se juntam aos já existentes no MS-DOS. Isso está disponível graças à inclusão anterior do DOSbox. Do mesmo modo, há várias opções de aplicativos Linux. Tudo graças à grande participação da comunidade que ajuda no desenvolvimento de novos recursos importantes.

Além disso, o Haiku experimentou algumas novidades. Recentemente, o sistema operacional ganhou compatibilidade direta com aplicativos X11 (programas para ambientes Unix com interface gráfica). Tudo isso sem precisar da instalação de servidores X.

Haiku adiciona compatibilidade com aplicativos Windows. O sucessor do bom e velho BeOS

Haiku adiciona compatibilidade com aplicativos Windows

As origens do Haiku não estão ligadas ao Linux. Originalmente, o sistema surgiu nos anos 90, mais ou menos na mesma época do Windows 95. Então, uma empresa chamada Be Inc. lançou o computador BeBox, que rodava um sistema operacional próprio. Surgia ali o BeOS, então focado em Internet e suporte multimídia. Os mesmos recursos demoraram alguns anos a chegar ao Windows. É o caso, por exemplo, do suporte a multiprocessadores.

Entre todos os sistemas que competiam naquela época era o único que possuía atualizações constantes, sem código legacy. Porém, mesmo com tantos atrativos, o projeto não vingou. Então, isso mostra que para se manter, o sistema operacional não depende só de itens como funcionalidade, desempenho ou facilidade de uso.

Assim, o projeto BeOS acabou morrendo já que não conseguiu ampliar seu nicho de mercado. Também houve todo o marketing e força da Microsoft que viria a dominar até hoje o mercado de sistemas operacionais. O último grande momento foi quando quase foi adquirido pela Apple para ser a base do novo Mac OS X. Porém, isso acabou não acontecendo e a empresa foi vendida à Palm.

Naquele momento, surgiu um novo projeto chamado OpenBeOS. Ele tinha como base uma parte do código liberado de alguns componentes do BeOS. No entanto, muita coisa teve de ser reescrita do zero. Então, o OpenBeOS, nascido em 2001, rapidamente se tornou Haiku. A mudança de nome foi por causa de questões de marca registrada. Porém, a primeira versão beta do sistema só sairia 17 anos depos, em 2018. Desde então, a equipe consegue lançar um novo beta a cada ano. Atualmente, essa versão beta está na terceira edição.

Via Genbeta

Jornalista com pós graduações em Economia, Jornalismo Digital e Radiodifusão. Nas horas não muito vagas, professor, fotógrafo, apaixonado por rádio e natureza.

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