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Como escolher uma Distribuição Linux? – Parte 2

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Agora que você já viu a nossa parte 1  nosso artigo, e já deve ter esclarecido as dúvidas iniciais de como escolher uma Distribuição Linux. Hoje vamos para a nossa parte 2 continuando com mais informações.
Mas, agora chegou o momento de escolher de fato a distribuição. Muitos usuários não sabem, mas toda distribuição Linux, possuem a mesma base, que é o Kernel Linux, o que vai mudar é o empacotamento, onde os mais populares são o .deb (Empacotamento Debian), .RPM (Empacotamento usado pelo Fedora, RedHat, openSUSE, e derivados), temos também o .tar.xz (que é usado no Arch Linux). Enfim, existem vários, mas os populares sãos os dois primeiros.
Mesmo sendo o mesmo kernel, o projeto é que faz toda diferença. ele deve ser bem organizado, ter suas áreas de suporte ativo, não digo suporte ao usuário, mas a própria distribuição no que diz respeito a correções de erros e até mesmo brechas de segurança.
Agora vem a parte que engana muita gente; existem distribuições que são muito bonitas e que muitas vezes utilizam pacotes de outras distribuições. Ocorre que muita gente deixa-se levar pela aparência, mas esquece que podemos reproduzir os mesmos efeitos, temas e pacotes de ícones da mesma forma.
E aí aonde começa a grande confusão, seguem os erros, instabilidades, uma vez que algumas distribuições não possuem testes necessários de controle de qualidade, segurança e estabilidade. O que vai fazer o usuário frustar-se no primeiro uso, por isso, é preciso saber sobre a equipe trabalha em tal distribuição.

Então, Como escolher uma Distribuição Linux?

Pensando nisso, e lembrando das distribuições mais populares, vou tentar apresentar para você algumas distribuições, algumas especificações e curiosidades.

Debian:

O foco do Debian é ter estabilidade e redução de bugs, pois existe um controle de qualidade intenso através de vários testes. Por isso, que muitas vezes o Debian é tido como uma distribuição velha, devido a seus pacotes não serem os mais recentes.

Isso ocorre justamente porque ainda estão precisando ser testados. A equipe do Debian é imensa, e os testes são rigorosos. Ela ainda conta com vários repositórios como:
  • Experimental;
  • Instável;
  • Teste;
  • Estável;
  • Velho estável.

Por isso, o Debian é muito cuidadoso, nele você encontra quase todos os ambientes de Desktop, mas não é foco do Debian ser bonito, e sim, ser estável e evitar dores de cabeça.

Ubuntu:

Ele é baseado no Debian e também possui uma equipe sólida e mais próxima da comunidade em geral, tudo isso porque o foco do Ubuntu é o usuário final. O Ubuntu conta com a Canonical por trás do projeto, seguido por muitos usuários que colaboram com a distribuição pelo mundo. O objetivo do Ubuntu é ser amigável, em especial para quem esta tentando sair do Windows e migrar de vez para o Linux.
Logo, o Ubuntu torna-se mais popular porque ele já vem pronto para uso, e claro, foi uma das primeiras distribuições que mudou o conceito de “pronto para usar”. Afinal o usuário não precisa fazer esforço nenhum para começar a usar.

Linux Mint:

Filho do Ubuntu, a distribuição usa os pacotes dele, possui as mesmas características do Ubuntu no que se diz respeito a facilidade de uso.

Atualmente eles ajustam muito as questões de aparência, para que o usuário tenha também uma melhor experiência.

Fedora:

Filho da versão empresarial (paga) RedHat, o Fedora é uma distribuição laboratório da versão empresarial, chamada de forma singular RHel. Neste caso os recursos que em breve vão ser implementado na versão paga é testado antes no Fedora.
 
Existe toda uma estrutura empresarial e comunitária. Existem várias ilhas que controlam a qualidade da distribuição, corrigindo erros e garantindo falhas de segurança. Afinal de contas, tudo precisa ser testado muito bem e corrigido logo, antes da versão final do Fedora e também para tudo ir funcionando para o RHel.

openSUSE:

Filho da versão empresarial SUSE (paga), eles utilizam também o empacotamento .RPM. o openSUSE utiliza toda parte do código aberto do SUSE, e também com foco no usuário final.
 
Esta distro possue diferentes formas de instalação de softwares, afim de facilitar a vida dos usuários finais, também conta com algumas ferramentas que dão poder aos usuários mais avançados de remover itens até mesmo do Kernel Linux via interface gráfica, a transparência de código é um dos diferenciais da distribuição. Claro, todas as outras você consegue fazer as remoções, mas o camaleão consegue deixar isso mais claro e fácil.

Considerações

Todas distribuições fornecem os mesmos ambientes, e você pode personalizar todos eles para escolher uma distribuição Linux para que você a deixe personalizável.
Claro, se você está começando utilize as mais fáceis. Posteriormente, você vai experimentando todas as outras com o nível maior. Mas isso você vai ter que experimentar e descobrir.
Se você for um profissional de TI ou área relacionada qualquer distribuição irá te ajudar. Mas, acredito que é obrigatório conhecer um pouco de cada uma, afinal de contas você precisará aprender o manuseio de cada uma.
Mas se não for um profissional de TI ou também não tiver interesse em aprender nada sobre sua distribuição, o seu intuito for só usar mesmo, vale muito começar pelas mais fáceis e amigáveis.
Agora que você já sabe mais um pouco da minha visão de como escolher uma Distribuição Linux.

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